Bem vindo!

Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.


ULISSES PASSARELLI




Mostrando postagens com marcador fitoterapia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fitoterapia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Notas sobre o uso das congonhas na cultura popular

O imenso interior brasileiro, sujeito que foi à hibridação cultural de várias etnias, desde data imemorial se valeu da química das plantas na medicina popular buscando a cura, tratamento ou alívio de muitas doenças. A natureza vasta e rica forneceu desde sempre a matéria prima. Em Minas Gerais não seria diferente. Vasconcelos (1994), no princípio do século XX já aludia ao uso dos vegetais como remédio pelo povo mineiro: "Os empíricos pelos sertões da capitania não curam com as drogas das boticas, senão com raízes vegetais, e avançam idades a que não chegam os habitantes das cidades e vilas." (p. 67)

Dentre tantas plantas medicinais estão as congonhas, que gozam de imenso prestígio. Por toda a região centro-sul do estado de Minas Gerais está presente o seu uso, aliás, muito arraigado. Sobretudo, nas áreas serranas do Lenheiro e São José, alguns moradores das cercanias as coletam tradicionalmente, a partir das comunidades do entorno. Colher congonha na Semana Santa é uma tradição muito forte, para guardá-la, desidratada, para uso ao longo do ano, supondo-a abençoada. Os molhos de ramas com folhas, colhidos na natureza, são amarrados e deixados a secar, pendentes em algum canto alto. Quando necessário, retiram-se algumas folhas para a decocção, infusão ou para moer e coar o pó com água fervente.

Congonha é o nome de algumas plantas cujo uso popular é muito disseminado, seja na fitoterapia - principalmente para os rins, sob a forma de chás. Sampaio (1987) explicou a etmologia: "CONGONHA: corr. Congõi, o que sustenta ou alimenta; é a erva-mate, variedade (Ilex congonha). Minas, Bahia."

O chá de congonha é de uso costumeiro, daí sua analogia ao mate. Em muitos casos é de uso diário. O consumo com finalidade medicinal é bem mais eventual. Burton (1942), em meados do século XIX, viajando por São João del-Rei e Lagoa Dourada, rumo a Morro Velho, passou por Congonhas em 1867 e anotou:

"Congonhas é chamada 'do Campo', para se distinguir de Congonhas de Sabará (1). O nome é comum no Brasil, sendo aplicado pelos tropeiros e viajantes a muitos lugares onde são encontradas as diversas variedades de iliciáceas, da qual a mais valiosa é o mate (Ilex paraguayensis) (2) (...) A palavra brasileira congonha é genérica, abrangendo todos os arbustos dos quais se faz "o chá do Paraguai". É também especificamente aplicado ao Ilex congonha, comum em Minas e no Paraná. O chimarrão de congonha é a única infusão bebida sem açúcar. A caraúna é uma congonha de qualidade inferior."

Entretanto, Brandão (2018), posiciona as congonhas do gênero Ilex na família Aquifoliaceae, mencionando a Ilex paraguariensis (chá mate), segundo a qual, o uso estimulante graças à presença de cafeína, foi aprendido com a cultura indígena, e menciona também a presença de "substâncias fenólicas com atividade antioxidante". Relata a ausência de estudos com a espécie Ilex dumosa, que supomos se tratar da congonha-amargosa, caúna ou caraúna. 

Buzatti (s/d), baseando-se no autor supracitado, deduziu: "É provável, portanto, que antes do aparecimento do café, a congonha tenha sido a bebida do dia-a-dia dos tropeiros e viajantes."

O uso é in natura, da folha verde, colhida de imediato, se não, dela seca: colhidas as folhas, são postas à desidratação sobre uma peneira, ou caso não estejam desfolhadas, se for apanhado o ramo, amarra-se em feixe e se pendura à secagem por vários dias. Depois de seca se faz o chá fervido. Existe outra forma de uso: as folhas secas são torradas, moídas e misturadas ao pó de café, com o qual é coada conjuntamente e bebida. Café com congonha tem um gosto muito peculiar. É bastante usado na zona rural, acompanhado das famosas quitandas, considerado como iguaria e remédio.

O povo distingue algumas variedades de congonha, dando preferência a esta ou aquela conforme o destino medicamentoso pretendido. As mais populares são a congonha-bugre, congonha de bugre ou apenas bugre (3) e a congonha bate-caixa, de folhas grandes, coriáceas, que percutidas uma contra a outra produzem um som inesperado, motivo do nome. É também alcunhada de forma bem humorada de "congonha-mijona", uma referência ao alto poder diurético a ela supostamente atribuído. Quem bebe congonha, urina muito ("mija", conforme o vocabulário popular), com alta frequência e volume, uma urina bem límpida e sem odor intenso. Mas também existe a congonha-amargosa, preferida para as questões hepáticas; a congonha-serrinha, de folhas pequenas e de bordas picotadas, como os dentes de um serrote, preferida para o estômago; a congonha-douradinha, de folhas miúdas, que secas ganham uma tonalidade amarelada e produzem um chá bem amarelo, procurada para limpeza de canais urinários, sendo predileta pelos homens para questões de próstata. A douradinha também tem uso em alguns terreiros, como erva votiva à orixá Oxum. 

Há quem considere outros tipos de plantas como variedades de congonha. Tal acontece com a caroba (ou carobinha do campo), a ticongô e a caraúna. A caroba é procurada sobretudo como depurativo. A ticongô não é para ingestão. É uma congonha buscada para banhos de descarrego, na linha africana, ou seja, dos pretos velhos, tradição de alguns terreiros de umbanda para firmeza dos trabalhos dos "vovôs" e "vovós", como habitualmente se diz. 

Esta planta nomina a famosa cidade histórica mineira de Congonhas, célebre pelas obras do artista Antônio Francisco Lisboa, o "Aleijadinho". Outra invocação à planta é o nome da cidade de Congonhal, no sul de Minas Gerais.

Conforme este blog sempre alerta nos casos de "medicina popular", os registros de uso relatados nesta página eletrônica tem valor meramente cultural, como relato etnográfico. Não recomendamos o uso, ou consumo, que depende de estudos específicos, devido a possíveis riscos à saúde.

01-Congonha Bate-caixa (Palicourea coreacea, rubiaceae).
Serra de São José, Santa Cruz de Minas, 30/11/2009.

02- Congonha bugre (Rudgea viburnoides, rubiaceae) alojando um ninho
 de saíra da mata (Hemithraupis ruficapilla, thraupidaeSão João del-Rei, 14/10/2013.  

 A

B
03 A e B- Congonha-serrinha. São João del-Rei. 14/05/2016. 

04- Ticongô, já desidratado, para banhos de descarrego.
São João del-Rei, 16/05/2015.  


04- Congonha-amargosa, vendida na Sexta-feira da Paixão
diante da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar,
juntamente com outras ervas medicinais e aromáticas.
São João del-Rei, 25/03/2016. 

05- Congonha-douradinha: folhas desidratadas e chá.
São João del-Rei, 24/03/2026. 

Referências Bibliográficas

BRANDÃO, Maria das Graças Lins. Plantas úteis e medicinais na obra de Frei Vellozo. Belo Horizonte: 3i Ed., 2018. 104 p.il. p. 43. 

BURTON, Richard Francis. Viagens aos Planaltos do Brasil (1868) . 1º Tomo: do Rio de Janeiro a Morro Velho. Rio de Janeiro: Nacional, 1942. Coleção Brasiliana, série 5a, v. 197, p. 188.

BUZATTI, Dauro José. Viagem as Minas dos Cataguases. Contagem: Fundação Mariana Resende Costa, [s.d.]. 123 p. p. 107.

SAMPAIO, Teodoro. O Tupi na Geografia Nacional. 5.ed. São Paulo: Nacional; Brasília: INL, 1987. 359 p. p. 225.

VASCONCELOS, Diogo Pereira Ribeiro de. Breve descrição geográfica, física e política da Capitania de Minas Gerais. Estudo crítico por Carla Maria Junho Anastasia; transcrição e pesquisa histórica por Carla Maria Junho Anastasia e Marcelo Cândido da Silva. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais, 1994. 188 p. (Coleção Mineiriana. Série Clássicos). 

Créditos

- Texto: Ulisses Passarelli
- Fotografias: 01 e 05 - Ulisses Passarelli; 02, 03 e 04 - Iago C.S. Passarelli

Notas 

1- Congonhas de Sabará: atual cidade de Nova Lima. Ainda hoje é usual, embora não oficial, o topônimo "Congonhas do Campo". Não é caso único de um acréscimo de uso comum ao nome oficial de uma cidade. Por exemplo: "Santo Antônio do Salto da Onça", no Rio Grande do Norte, é oficialmente apenas Santo Antônio e "Aparecida do Norte", em São Paulo, é na verdade apenas Aparecida.
2- O nome oficial  é Ilex paraguariensis, mas o autor defendia a grafia paraguayensis.
3- Bugre era o termo depreciativo aplicado aos indígenas, na acepção de inculto, selvagem. 

- Revisão e acréscimo da fotografia 05: 24/03/2026. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Chá da horta, o remédio de todo dia

O povo usa como processo empírico de cura, um número imenso de vegetais sob a forma de chás (decocção), infusões, esfregaço, unguentos ... Algumas pessoas se especializam na identificação das espécies medicinais. São os raizeiros, extratores de raízes curativas, coletores de folhas medicinais, sementes e cascas capazes de aliviar um mal, buscando no mato, pelos cerrados e florestas. Mas há também o hábito de plantar no quintal algumas espécies, por assim dizer domesticadas, tais como marcela, erva-cidreira, losna, pariparoba, confrei e outras.  Uma farmácia na horta. 

Este saber no país mescla influências das nossas grandes etnias formadoras e se transmite por várias gerações através da oralidade. Ainda achamos nos recônditos povoados senhoras que afirmam ter criado os filhos só com o chá da horta, as ervas do mato, sem tê-los levado ao médico. Certamente que não recomendamos semelhante prática, sempre temerosa, inclusive pelo risco de se usar plantas desconhecidas, vegetais tóxicos ou confundir espécies. Não é aconselhado o uso das plantas aqui citadas guiando-se apenas pelas informações escritas ou fotografias pelos eventuais riscos à saúde. 

Contudo, o indicativo de uso popular deve ser coligido com atenção e merece cuidado e estudo, pois já tem revelado para a ciência farmacológica importantes princípios ativos, hoje usados na homeopatia e alopatia, com atividade industrial e comercial.

Em todas as regiões nacionais reside este costume tão arraigado. Esta página, além de citações eventuais, já dedicou outras postagens ao tema: Remédios de Macaia e Remédios do Zé Maria. Para além, algumas espécies tem o aspecto votivo, ou seja, tem uso religioso diversificado, sob a forma de banhos energéticos, defumações, bate-folhas e outros métodos, costumeiros sobretudo nos terreiros de religiões de matriz africana. 

Para exemplificar e prosseguir no registro desta tradição popular, segue uma breve lista de algumas receitas populares regionais, a título de registro etnográfico.

Chapéu de couro:
infusão das folhas para problemas renais / banho energético, linha dos boiadeiros.

Língua de tucano:
fervura com uma pitada de sal de cozinha, em gargarejo contra amigdalite.

Carqueja:
chá ou esfregaço em água para combater má digestão e reduzir resíduos metabólicos no sangue/
banho energético do Orixá Omolu.
 

01- Expectorante (para aliviar peito cheio e tirar catarro sanguinolento): ferver junto cardo-santo, melão de São Caetano, chá-cravo (= alfavaca), um limão partido em cruz e 3 brotos de assa-peixe. Beber pouco a pouco, por vários dias [1].

02- Dor de dente: mastigar raiz do carapiá (caá-piá) sobre o dente afetado [2].

03- Para os rins (contra cistite, retenção urinária, dor no ato da micção): chá de folha de abacate [3].

04- Para abaixar pressão: tomar diariamente chá de folha de chuchu com broto de ameixa amarela (= nêspera).

05- Contra gripe: chá de folha de amora vermelha com limão rosa (= limão cravo ou limão capeta).

06- Contra sarampo e contra tosse: chá de flores de sabugueiro. O sabugueiro é uma erva de Omolu. 

07- Contra tosse e falta de expectoração: fervura de flores de barbácia com leite, tomando bem quente.

08- Contra friagem de estômago: tomar morno chá de erva são joão (a planta inteira). Erva de São João é uma erva de Xangô. 

09- Contra dor de estômago e azias frequentes: macerar flores de capuchinho (= flor de chagas) e beber com leite.

10- Contra gripe: chás de elevante (= alevante; branco ou roxo) ou de erva-terrestre (= erva-pedestre)[4].

11- Contra cólicas digestivas e gases: chás de poejo (branco ou roxo), manjerona, funcho, erva-doce (= canelinha), manjericão (branco e roxo).

12- Contra problemas cardíacos e hipertensão: chás de milindro e manjericão roxo.

13- Inflamações uterinas e das vias urinárias: pedaços do caule de cervejinha do campo, em infusão num copo de água, bebendo-se por nove dias [5]

14- Contra resfriado: “leite queimado” – açúcar caramelado ao fogo num canecão, sobre o qual se despeja leite, deixando-se ferver, quando então se adiciona três folhas de alfavaca e uma pitada de canela em pó. Beber bem quente e não apanhar friagem de jeito nenhum senão “estopora” (sofre choque térmico) [6]

15- Contra feridas: chá com treze flores de capuchicho (= flor de chagas)

16- Para os rins: ferver raiz anil do campo (= conta roxa) [7].

17- Para curar feridas de pele: tomar com parcimônia e fervura de folhas de muchoco com caroba. O mesmo preparo serve para se banhar as feridas.

18- Contra contusões e torções: raiz de gelol ou vique em preparado alcóolico tem o mesmo valor da arnica e da cânfora nas dores musculares. (Leva o nome de produtos farmacêuticos comerciais, devido à semelhança do cheiro. Tem duas variedades, distinguíveis pela cor das flores, brancas ou rosas);

19- Anti-anêmico: quina-cruzeiro (= quina de barranco): por a raiz no vinho branco seco e curtir por três dias. Tomar um cálice por dia.

20- Contra malária: beber infusão de casca de quina rosa.

21- Para os rins: raiz de jurubeba do cupim (= velame do cupim ou velaminho). Usado da mesma forma que a quina-cruzeiro.

22- Dores de estômago: bardana. Cortar pedaços da folha e mergulhá-las em um copo de água – ir tomando aos poucos e completando o volume da água. 

23- Para os rins: bunda de mucama (capiçoba) - comer as folhas em forma de salada.

24- Pneumonia: fumo bravo fervido, que também serve de expectorante.

25- Para gripe: fervura de geribão (ou gervão).

26- Para os rins: jurubeba de árvore – infusão em água da fruta é usada para problemas renais sob forma diluidíssima por ser tóxica. Usar com muita parcimônia. 

27- Para doenças uterinas: artimijo (corruptela de artemísia), fervido.

28- Distúrbios menstruais e disenteria de animais: fervura de raiz preta.

29- Cólicas: ferve-se agoniada (toda a planta).

30- Problemas renais: chás de conta de lágrimas de Nossa Senhora e de cabelo de milho.

31- Assa-peixe: seu broto junto com a raiz do geribão, fervido e adoçado, serve para dor torácica;[8]

32- Goiaba: a folha fervida controla diarreia;

33- Sabão-gentio: lavar a cabeça com uma fervura de suas folhas combate a caspa (usar morno);

34- Uva do mato: tomada morna e sem açúcar tem função sobre os rins;

35- Jurubeba do cupim: abre apetite. Colocá-la de molho numa garrafa de vinho branco e depois de curtido tomar uma colher das de sopa antes das refeições;

36- Carne de vaca: suas folhas servem em banho morno para aliviar as varizes altas;

37- Insulina de folha: combate o diabetes, tomando-se frio, um pouco por vez, sempre pela manhã;

38- Cipó-sete-sangrias: regula pressão arterial tomado frio. Em alta dose é calmante;

39- Muchoco: sua casca usa-se em banho para curar feridas (uso morno);

40- Murici do campo: para urina solta e criança que urina na cama. Tomar frio e sem açúcar;

41- Garça do brejo: para reumatismo (flor e folhas). Após cozimento e acréscimo de sal, aplica-se como compressa quente sobre o local afetado;

42- Paliatária ou paretária: diurético (usado frio). Também serve para o fim da menstruação (frio e sem açúcar);

43- Congonha-douradinha: diurético (fria e adoçada) e para resfriado fazendo suar (ingerida quente, estando o doente sob as cobertas);

44- Arnica: posta dentro da pinga ou de álcool, serve para aliviar contusões;

45- Cipó-prata / Cipó-cabeludo / Congonha-de-bugre (ou Congonha-bugre): ferver os três juntos, coar e tomar frio para problemas renais e de vias urinárias;

46- Cipó de São João: para dores musculares, fervido com sal. Banhar quente o local da mialgia.

Cânfora ou alcanfor ("arcanfô", na pronúncia informal):
extrato alcoólico para esfregaço contra contusões.
 

Alevante ou elevante: chás para gripes e prostrações. 

Cervejinha do campo:
deixada de molho na água, é usada para inflamações urinárias. 

Créditos

- Texto: Ulisses Passarelli.
- Fotografias: Iago C.S. Passarelli.

Notas

- Informantes:

[1] - Dalvina Maria de Jesus (“Vina”), Santa Cruz de Minas, 2009. 
[2] - Maria José da Silva Nascimento, Brumado de Cima (São João del-Rei, 2012).
[3] - Elvira Andrade de Salles (Santa Cruz de Minas, 21/09/1996) - receitas 03 a 09.
[4] - Luís Santana, Bairro São Dimas, São João del-Rei, 1996 - receitas 10 a 12.
[5] - Carlos Lúcio Pereira, São João del-Rei, 2005.
[6] - Aluísio dos Santos, Bairro Centro, São João del-Rei, 1991 - receitas 14 e 15. 
[7] - Luís Pereira dos Santos, 2005, Povoado da Candonga (Tiradentes) - receitas 16 a 30.
[8] - Luís Antônio Sacramento Miranda, Bairro Senhor dos Montes, São João del-Rei, 2005 -receitas 31 a 46 (por sua vez, colheu as informações de José Cipriano Neto). 

- Este blog agradece a todos os informantes a gentileza deste conteúdo cedido. 
- Revisão: 28/11/2025.