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Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.
ULISSES PASSARELLI
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sábado, 22 de julho de 2017
Folias na Festa do Divino 2017
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Procissão do Imperador Perpétuo
| Aspecto geral da chegada da Procissão do Imperador Perpétuo no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. 23/05/2015. |
- Vídeo e fotografia: Iago C.S. Passarelli, 23/05/2015.
- Para saber mais a respeito leia:
A PROCISSÃO DO IMPERADOR PERPÉTUO
FOLIA DO DIVINO DAS ÁGUAS FÉRREAS
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Procissão do Imperador Perpétuo 2015
| O Imperador do Divino e o Pároco. |
| Cavaleiros abrem alas. |
| Aspecto geral da procissão. |
| A cor de Pentecostes invade as ruas da cidade. |
| Folia da Rua São João. |
| A tradicional Folia das Mulheres. |
| Folia das Águas Férreas. |
| Folia do Guarda-mor na Rua Getúlio Vargas, primitiva Rua Direita. |
| Folia de Coqueiros e ao fundo a Igreja do Rosário, no centro histórico de São João del-Rei. |
| Marungos da folia de Coqueiros. |
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| Folia da Colônia José Teodoro cantando durante a celebração no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. |
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| A liteira no Santuário. |
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| Apresentação no coreto. Nesta fotografia, a Folia do Carlão. |
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| Café dos folieiros, no Salão da Catequese. |
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| Último devoto. |
- Revisão: 12/05/2025.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Folia da Rua São João
Créditos
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
A Procissão do Imperador Perpétuo
Trindade (1952) narrou um fato curioso, no qual um vigário de São João del-Rei, idealizou acabar com essa procissão [1]:
O historiador Cintra (1974-5) localizou outra notícia desse período:
ADÃO, Kleber do Sacramento. Devoções e diversões em São João del-Rei: um estudo da festa do Bom Jesus de Matosinhos, 1889-1924. Campinas: UNICAMP – Faculdade de Educação Física, 2001. Tese de Doutorado.
CINTRA, Sebastião de Oliveira. Festas de Matozinhos antigamente. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei, v. 2, 1974-5, p. 8.
TRINDADE, Raymundo, Cônego. Arquidiocese de Mariana: subsídios para a sua história. 2.ed. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1952. v. 1. p. 189-190.
Outros comentários sobre a Procissão do Imperador Perpétuo
E porque não Imperador Perpétuo em São João del-Rei? ...
A função de imperador é sempre anual. O título de imperador é móvel, como se diz. Já sua perpetuidade é singular, exceção feita ao caso de Santo Antônio, que até prova em contrário, é único, no Brasil e em Portugal, insular ou continental.
Seria de fato exótico ou no mínimo estranho e incomum uma imagem rua afora, dentro de uma liteira, acompanhada por cavaleiros, por tão grande distância. Um vigário de antanho tentou acabar com o préstito, escrevendo ao bispo da época, mas não conseguiu o intento. Estranhava o aspecto processional.
Com os olhos atuais é possível compreendê-la melhor. Santo Antônio foi nomeado imperador, com honras perpetuadas pelos comerciantes. Ora, São João del-Rei sabidamente viveu mais intensamente do comércio desde que a febre do ouro acabou. Tornou-se um grande entreposto comercial, verdadeiro empório mineiro no século XIX, estabelecendo rotas comerciais com o Rio de Janeiro, com a capital da província (Vila Rica, hoje Ouro Preto), com o sertão (oeste de Minas Gerais) e toda circunvizinhança enfim. Os comerciantes eram ricos e respeitados, influentes na sociedade, cuja economia era sobretudo por eles movimentada. Esses potentados e suas madames, que passeavam pelas ruas em liteiras (carregadas nos ombros dos escravos ou presas às arreatas de parelhas de cavalgaduras), serpentinas, cadeirinhas de arruar, coches, seges, ao escolherem o dito santo como imperador, automaticamente passaram a tê-lo como seu representante na estrutura festiva e assim seria natural que ele se apresentasse no evento com tal importância para a sociedade local, no conforto de uma liteira, tal como o abastado senhorio que o elegera e que em última análise patrocinava a festança. Fica claro portanto o lado aristocrático desse préstito processional, no contexto histórico festivo.
Mas rapidamente o costume desapareceu. Não se sabe a razão. Faltam dados. De todas notícias coligidas nos jornais a partir da década de 1870, nenhuma em absoluto cita qualquer menção a essa procissão, por mais vaga que fosse. Seria inadmissível que passasse despercebida da imprensa da época, tal seu valor social e religioso, pois o Arauto de Minas, O Repórter, A Nota, O Combate e outros mais, detalhavam as atrações atenciosamente. A procissão do Imperador Perpétuo estava mesmo desaparecida.
Apesar de hoje a comissão primar pelo cunho religioso desse evento há quem o encare como alegórico o que não corresponde à realidade bem fundamentada. É com certeza uma procissão colorida, vivaz, que se destaca daquelas outras mais contemplativas, senão mesmo tristonhas, mas definitivamente, não é um mero desfile. Em razão dessa observação, parece estar a pouca frequência de representantes dos sodalícios religiosos da cidade, apesar da abundância de convites. Exceção feita de modo especial à Irmandade do Santíssimo Sacramento de Matosinhos, Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Assis e Venerável e Episcopal Confraria de São Gonçalo Garcia. As demais, não todas, eventualmente mandam alguns representantes mas as três citadas tem participação ativa. Ao contrário, na procissão do Divino, efetuada no dia seguinte, o comparecimento dos sodalícios é bem maior, embora não ainda ideal.
No que pese todo o esforço de divulgação empreendido pelos festeiros, por todas as vias possíveis, esta procissão ainda não alcançou a popularidade pretendida e que ela decerto merece. Apesar de bem estruturada e com atrativos suficientes, tem sido pequena a participação de fiéis neste evento. Poder-se-ia atribuir esta constatação aos seguintes fatores:
| Procissão do Imperador Perpétuo ganha a Rua Bernardo Guimarães. As Folias do Divino garantem a parte musical alternadamente em todo o trajeto. |
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, [s.d.].
LEAL, João. As Festas do Espírito Santo nos Açores: um estudo de Antropologia Social. Lisboa: Dom Quixote, 1994. Col. Portugal de Perto, n. 29. 319 p.





