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Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.
ULISSES PASSARELLI
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terça-feira, 15 de março de 2016
A Morte do Quilombola
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Tradições acerca do gato
Acreditam alguns congadeiros em São João del-Rei/MG, que o tamborim, se revestido por couro de gato terá uma força muito maior que se fosse com o de boi, garantindo ao capitão que o usa, sagacidade no vencimento das demandas. O gato então é citado num ponto de catupé um tanto provocativo, coligido mesmo nesta cidade, em 1992:
O sentido é o seguinte: quem canta propõe um desafio ao terno visitante que chega em terra alheia sem a devida humildade _ quem pula melhor, com maior desenvoltura no congado? O "gato" é o congadeiro da terra, de casa, anfitrião; o "caxinguelê" é o congadeiro de fora, do mato, que não é do lugar, que veio de fora. O caxinguelê ou serelepe é um roedor extremamente ágil em seus movimentos.
No campo da crendice é assaz conhecido que gato preto dá azar a quem o ver atravessando o caminho adiante do observador. Igualmente difundido que o gato teria sete vidas, ou seja a faculdade de resistir à morte extraordinariamente. O povo também acredita que o gato transmita bronquite ou mais acertadamente a asma. Por isto não recomendam o contato muito próximo com o animal. Deixar o gato dormir na cama junto com a pessoa facilitaria essa transmissão. No mais há quem coma gatos, reputado como um bom tira-gosto, mas segundo se diz, não se deve chupar seus ossos como se faz com a carne de galinha, por exemplo, posto que a pessoa ficaria com "chieira" igual ao gato, ou seja, com o peito cheio, congestionado, gerando um som semelhante ao ronronado.
A figura do gato como animal doméstico propiciou o surgimento da crença que ele é um animal que teria uma ligação com o mal, o capeta. Talvez esta ideia tenha surgido de sua astúcia, dissimulação, tocaias, enfim, técnicas de sua própria natureza que objetivam sucesso na caça de suas presas naturais. Mas fato é que o povo interpreta estes atributos como sinais negativos [1].
O padre ludibriado pelo sacristão
A onça admirava muito o gato por sua grande habilidade em dar saltos. Foi conversar com ele sobre isto e pediu que ele ensinasse a pular de todo jeito, pois precisava dessa habilidade para as suas caçadas. O gato, gentilmente, ensinou.
Passaram dias de aulas até que a lição chegou ao fim. A onça, muito astuta, resolveu armar um bote para pegar e devorar o gato, achando que já sabia de tudo e usando um dos saltos aprendidos com ele. Esperou de tocaia e pulou sobre o gato, com um habilidoso salto mortal. O gato, com extrema agilidade deu uma pirueta espetacular para trás e a onça perdendo o golpe que dera, ficou boquiaberta. Sem ter o que fazer, disse:
_ Ôh, compadre gato, que salto maravilhoso! Esse você não me ensinou...
_ Se eu te ensinasse esse pulo, você me comia!
Assim o gato se foi, deixando a lição que nem tudo a gente ensina...
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| Grafite inspirado em gatos, pintado sobre parede externa de residência à Rua Alexina Pinto, na Bela Vista, em São João del-Rei. 03/07/2016. |
O GATO MALDITO: UM CONTO DO DEMÔNIO LOGRADO
UM CONTO POPULAR DE FIM TRÁGICO
sábado, 29 de novembro de 2014
Duas lendas da Lagoa dos Cordões
As margens da Lagoa dos Cordões eram pontos de lazer, sempre frequente de se ver banhistas e pescadores. Também difundida no meio popular duas narrativas assombradas para aquelas águas, além das tradicionais estórias do caboclo-d'água, que dizem surgir ali também.
Vejamos, resumidamente, as duas lendas:
Tropa do Além
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
O Lençol da Falecida
terça-feira, 11 de novembro de 2014
A lição da miserável
| O vira-latas. |
- Fotografia: Iago C.S. Passarelli, 2014.
- Informante: Elvira Andrade de Salles, Santa Cruz de Minas, 1995.
LUGAR ONDE O CACHORRO FALOU
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Causos sobre vacas
O primeiro é uma transcrição jornalística [1] de matéria publicada em São João del-Rei, 112 anos atrás. Teria acontecido no distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno. A grafia foi atualizada. Narra o castigo divino que caiu sobre um sitiante que usurpou a vaca de outro. É explicitamente o reflexo do pensamento da cultura popular acerca da justiça divina. Estórias assim se repetem como exemplo moralizante, uma lição, e como tal, assumem finalidade quase catequética.
O segundo causo é anedótico e se passa com uma Folia de Reis rural, que rumou à casa de um potentado político do sertão, um "coronel", como se dizia outrora, título não militar, de cunho honorífico, aplicado a ricos comerciantes e latifundiários, em geral poderosos e violentos, impondo seu domínio pela força de armas na mão de capangas. Sabe-se que essa narrativa em pequenas variantes aparece noutras regiões [2].
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| Fotomontagem contendo recorte do jornal O Combate, n.154, 01/03/1902, que narrou o causo da vaca no distrito. |
[1] Fonte: O Combate, n.154, 01/03/1902, São João del-Rei. Acervo da Biblioteca Municipal Baptista Caetano d'Almeida.
[2] Informante da versão local, transcrita nesta postagem: Sebastião Teodoro da Silva ("Tião Domingos"), 2004, Vila João Lombardi - Bairro das Fábricas, São João del-Rei. Era folião, natural do distrito de Emboabas (in memoriam).
terça-feira, 3 de junho de 2014
Camisa da Felicidade
sábado, 22 de março de 2014
O Tatu Assombrado de Nova Cruz
Neste contexto se passa o causo que ora se apresenta.
| Tatu em cerâmica (cofre). Vale do Jequitinhonha/MG. |
| Tatu em pedra-sabão. Congonhas/MG. |
| Tatu em papel-maché. Tiradentes/MG. |
| Tatu em madeira. São João del-Rei/MG. |
| Tatu em madeira. Prados/MG. |
| Tatu em madeira. Artesão Mário Alves. 06/11/2017. São Gonçalo do Amarante (São João del-Rei/MG) |
Notas e Créditos
[2] - Tatu: mamíferos da ordem cingulata, família dasypodidae, restritos ao continente americano.
[3] - Invisão: termo popular - visão de um espectro, fantasma, assombro.
* Texto e acervo de peças artesanais: Ulisses Passarelli
** Fotografias: Iago C.S. Passarelli
*** Informante: Elvira Andrade de Salles, Santa Cruz de Minas, 08/09/1999.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
O Ouro das Almas
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| Detalhe de uma eça existente na Igreja do Carmo de São João del-Rei/MG. |
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Alma Penada
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| Capela de Santo Antônio do Bengo, em São João del-Rei, citada neste texto. Construída em 1905, graças aos esforços do memorável sr. Emídio do Bengo. |
Notas e Créditos
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Mais uma da Mãe de São Pedro...
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Dois Causos de Matosinhos
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Confluência do Córrego do Cala-boca (direita da foto) no Ribeirão da Água Limpa (esquerda da foto), em cujas proximidades teria se passado a estória acima narrada. São João del-Rei/MG. |
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| Placa na BR-265 nos arredores de São João del-Rei/MG. |
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Criança Perdida
*Texto: Ulisses Passarelli
** Informante: Aluísio dos Santos, São João del-Rei/MG, jan.1994.
*** Fotografia: Murilo, Master Foto, 2004.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Malaquias
Curiosamente, em São João del-Rei, uma estrofe de calango, cantada pelo sanfoneiro Luís Carlos Rosa ("Luisinho", 2012), diz expressamente:
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| A saudosa Donira, em 1995. |
- Texto e fotografia: Ulisses Passarelli.








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