Bem vindo!

Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.


ULISSES PASSARELLI




Mostrando postagens com marcador folias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador folias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Brumado

Ofereço como homenagem e gratidão à memória dos foliões Geraldo Teixeira e Vico, e  ao casal amigo José Marcos e Maria José, mestres do saber.


            Existem várias localidades com o nome de Brumado. Bruma é neblina, serração, névoa. Brumado é o lugar que tem muitas brumas, nevoeiro. Estas palavras revestem-se de uma poesia natural e revelam um ponto do distrito de São Gonçalo do Amarante, em São João del-Rei, com um bucolismo bem condizente com sua paisagem neblinada no outono e no inverno. No entanto, a palavra Brumado comporta mais uma interpretação, aliás, bem distinta: diz-se do lugar que rompeu as expectativas de ser produtivo em ouro - o minerador foi embromado; topou com um lugar no qual aparentemente encontraria riquezas no solo, mas os achados minerais de fato foram ínfimos. Tal lugar, é um brumado. 

            A própria vila de São Gonçalo do Amarante chamou-se em sua origem São Gonçalo do Brumado. Perdido o topônimo original permaneceu contudo o termo em epígrafe em uso noutros pontos distritais, a saber:

- Brumadinho: pesqueiro na foz do Ribeirão do Brumado com o Rio das Mortes, acerca do km 122 da antiga Ferrovia Oeste de Minas, “Linha do Sertão”. Tem duas ou três fazendas próximas;
- Brumado: povoação próxima à vila de São Gonçalo, com dois agrupamentos de residências - em um vale bem definido por morros altos (“Brumado de Cima”) e outro junto ao baixio que serve de leito ao ribeiro supracitado (“Brumado de Baixo”).

            No passado oitocentista o coração desse lugar estava na Fazenda do Brumado, uma antiga construção rural, ainda de pé, que reunia escravaria para trabalhos de plantação, cria e lavra. Vestígios da senzala são visíveis em alicerces de pedra e ainda se percebe sinais do represamento de um dos afluentes do Ribeirão do Brumado, destinado a trabalhos de mineração. A passagem de sucessivas gerações e donos imprimiu mudanças arquitetônicas na construção e divisões territoriais que fizeram surgir sítios e chácaras em derredor, portanto, o núcleo embrionário desse povoado.

            O meio de vida pouco difere de outras localidades são-joanenses e porque não dizer regionais, com uma pequena produção agrícola e pecuária de subsistência, alcançada por métodos tradicionais de produção, o que diante do quadro econômico imperativo do século XX não abriu perspectivas para seus moradores, que na maior parte se mudaram para a cidade. Alguns lidam com o artesanato, para inteirar a renda da família.

O êxodo rural era inevitável e suas sequelas são bem conhecidas na roça e na cidade. De cerca de quinze casas no Brumado de Cima, apenas três tem moradores fixos. As demais são ocupadas em alguns dias da semana ou só nos fins de semana. A situação do Brumado de Baixo é a mesma: de uma dezena de casas só três tem ocupação permanente, segundo observação pessoal em julho de 2009.  

Para quem ficou no Brumado, além do trabalho de subsistência no cultivo e criatório como já dito, o caminho também é prestar serviço para sítios e fazendas da região em trabalhos de capinar plantações, roçar pastos, manutenção de benfeitorias (moinhos, currais, cercas, silos, valos d’água, muros de pedra), paga a diária do trabalhador por cerca de 40 a 50% do valor do trabalhador autônomo na cidade. Não resta dúvida que tal situação serve de absoluto desestímulo à permanência do homem no campo.

Outros fatores pesam a favor do êxodo. A escola local fechou as portas e hoje jaz abandonada em meio do mato e de poços de água. As poucas crianças tem agora que se deslocar à vila de São Gonçalo do Amarante ou ao arraial da Trindade, ambos a uma légua de distância [1]. Ainda assim só se pode contar com o ensino fundamental, sendo depois obrigadas a recorrer à cidade para continuidade do estudo.

As estradas são via de regra ruins. A luz elétrica chegou por volta de 2004 segundo dizem os moradores. Não há linha fixa de transporte coletivo. É necessário pegar o ônibus da Trindade ou o de São Gonçalo, com pontos de parada bem distantes.

Uma tradição local que se encontra desaparecida é a das folias, grupos folclóricos ali rastreáveis apenas por notícias orais. Na década de 1960 a folia de Geraldo Marcelino Vieira, popularmente conhecido por “Geraldo Teixeira”, folião afamado do Brumado de Cima marcou época e manteve a prática folieira. Como é usual na região, seu grupo cumpria jornada anual para os Santos Reis Magos (Folia de Reis) e para o mártir São Sebastião (Folia de São Sebastião), mas também, para o Espírito Santo Paráclito (Folia do Divino) e ainda, algo que é uma exceção, para o santo violeiro, São Gonçalo do Amarante. Esta última é uma das raríssimas Folias de São Gonçalo do Amarante de que se tem notícias.

Outro grupo local do Brumado de Cima foi a folia do sr. Flávio Francisco Alves, carinhosamente conhecido por “Vico”, que teve uma Folia de São José cuja arrecadação e anúncio se voltavam para a Igreja de São José Operário, no bairro Tijuco, na sede municipal.

Uma tradição ainda forte nessa região é a da medicina popular. O uso da fitoterapia é o remédio de todas as horas. Com a senhora Maria José da Silva Oliveira, a conhecida e dedicada rainha de congado “Maria da Pinta”, moradora local, colhi relevante receituário popular em 25 de julho de 2009:

Infusões alcoólicas: (para friccionar na área afetada)

1-         Cravo-defunto com arruda: sinusite;
2-         Melão de São Caetano: picada de insetos;
3-         Caldo de mandioca: creme dermatológico;
4-         Carobinha: sarna;
5-         Camboatá com capim-gordura: mialgia, reumatismo, coluna, joelho, juntas;
6-         Folha de mandioca com cuité do campo: coluna;
7-         Caroço de abacate ralado: coluna, reumatismo.

Fortificante:
-          uma talha (fatia larga) de marmelada;
-          um frasco de Biotônico Fontoura;
-         dois ovos de pata / codorna;
-          uma lata de leite condensado;
-          três colheres de mel.
Bate tudo no liquidificador e acondiciona em vidro esterilizado na geladeira. Tomar uma colher por dia.

Bronquite:
1- Receita popular: mamão grande, verde. Cortar uma tampa e deixar a semente. Põe dentro uma cebola média ralada, três colheres de mel, meio copo de açúcar mascavo, quatro ramos de hortelã, um punhado de flor de mamão de corda (macho), um punhado de flor de laranjeira e de limão, meia dúzia de flor de fruta do lobo, uma mão cheia de folhas de alevante e poejo. Tampar com a tampa do próprio mamão, prendendo-a com palito. Por numa forma de bolo levar em forno quente até escorrer caldo. Coar e por em vidro esterilizado.

2- Simpatia: pegar um ovo de galinha preta e na Sexta-feira da Paixão abrir um tampo e cuspir dentro dele. Colocá-lo dentro de uma meia preta e pendurar em cima do fogão à lenha, onde pega fumaça.

3- Simpatia: cuspir na boca de um peixe vivo e soltá-lo no rio para levar embora a bronquite.

4- Simpatia: trocar dinheiro do bolso por uma esmola de equivalente valor, que tenha sido coletada pelos meninos, que na Semana Santa, batem matraca na porta das igrejas e pedem ofertas para a para a cera do Santo Sepulcro. Na hora de trocar tem que pedir ao menino da igreja que o faça “pelo amor de Deus”. Com esse dinheiro comprar algo comestível para a criança com bronquite e deixá-la comer à vontade. O que sobrar do alimento jogar no Córrego do Lenheiro de cima da Ponte do Rosário na hora da passagem da Procissão do Enterro e dali acompanhar até o fim aquele piedoso cortejo.

Maria disse-me ainda que era costume no passado os pais darem banho de sangue de tatu nas crianças para lhes fortalecer a saúde e retirar o risco de contrair lepra. E por falar em banhos, para o descarrego ensinou-me o de folhas da congonha conhecida por ticongô, ou ainda da planta chamada solidônia, capazes de, se fervidas e convertidas depois de mornas em banhos, retirar todo mal olhado, forças negativas, maré de azar.

Seu esposo, José Marcos de Oliveira é um artista no manuseio da madeira, fazendo bons trabalhos artesanais de peças importantes na lida rural, incluindo pilões de tempero, cabos de facas, cachimbos, canzis para carros de bois e outras produções. O casal forma ainda uma boa dupla de cantadores de calango e modas.

A vida simples no Brumado reserva muito saber além da tranquilidade. Esquecido por sucessivas administrações, pelejando por melhorias, vê a cada dia seus moradores buscarem melhores possibilidades na cidade. [2]

Mas o conhecimento popular ainda persevera na memória coletiva, resistindo ao desaparecimento. Falta-nos ainda valorizá-lo devidamente e quiçá não possa ser uma fonte de recursos para os moradores.  

Brumado de Cima e ao fundo a Serra do Lenheiro,
São João del-Rei/MG, 24/07/2009.

Bandeira da Folia de São Gonçalo do Amarante, 
que houve no Brumado de Cima. Março/1999.
 
Créditos

Texto e fotografia: Ulisses Passarelli. 
Notas

[1] Observação tomada em 2009. Anos após, as escolas da Trindade e por fim a do Caburu (São Gonçalo do Amarante) também foram fechadas, esta última em 2025. Com isto, estudantes distritais obrigatoriamente se deslocam agora para a zona urbana. 

[2] Uma capela foi inaugurada no Brumado de Cima em 2025, dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Em junho de 2026, moradores estavam preocupados com estado de conservação da ponte sobre o Córrego do Brumado de Cima, no acesso a São Gonçalo do Amarante e cidade, com riscos para veículos pesados. 

Revisão: 01/07/2026. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Troca de Bandeiras

A troca de bandeiras é um ritual das folias e congados, efetuado quando dois grupos se encontram amistosamente numa rua ou praça. Se o encontro não é cordial, gerado por rivalidade pré-existente ou instantaneamente surgida, a troca via de regra não se efetua.

Consiste em um grupo abordar o outro e oferecer sua bandeira aos devotos do outro grupo, que de imediato a beijam, passando-a o bandeireiro por cada um dos componentes e em contrapartida ofertam a sua para igual saudação. Concluídos os cumprimentos, destrocam-se as bandeiras com versos laudatórios e elogiosos de parte a parte e cada grupo segue seu destino. Tem caráter ocasional, pois depende do eventual encontro.

Troca de bandeiras no encontro de dois congados: a bandeira dos caboclos (Guarda "Divino Espírito Santo", à esquerda)
de Raposos, passa aos marujos (Guarda "Sereia do Mar", à direita), de Congonhas, e vice-versa, durante um festejo nas ruas
de Tiradentes/MG. 26/07/2015. 

Nas festas em geral muitos grupos se deparam, nem sempre porém o ritual ocorre, excetuando-se dois grupos muito amigos, independente da programação dos festeiros.

Em Carrancas, contudo, assisti em 07/11/2004, na Festa do Rosário, a troca como parte programática da Festa do Rosário, quando todos os ternos após o Recolhimento do Reinado, diante do Rei Congo e da Rainha Congo, assim ritualizam, tendo como anfitrião de todos a guarda de congo local. O verso de convite é:


“Olha que coisa bonita,
que são dois congos encontrando na rua! 
você beija a minha bandeira 
qu’eu também vou beijar a sua!” 
(Congo, Carrancas, 2004)

E assim os bandeireiros respectivos trocam. A seguir o terno abordado tem o direito a cantar um verso de resposta, cordial e laudatório e depois destrocam para se repetir entre o congo local e outra guarda visitante.

Nas folias o ritual pode ser um pouco mais complexo posto que pode haver apenas a troca de bandeiras como nos congados ou o se complementar com o cruzamento das bandeiras. Eis uma chamada ao ritual:

"Deus vos salve, folião, 
dessa nobre companhia,
encruza nossas bandeiras 
para o encontro de folia." 
(Mestre Dinho, Arraial das Cabeças, Bairro Bonfim, São João del-Rei, 1993)

Os dois bandeireiros ou os palhaços, seguram as bandeiras enquanto se estende um extenso ritual de cantoria de saudação.


Cruzamento de bandeiras num encontro de folias em São Sebastião da Vitória 
(São João del-Rei/MG), janeiro/1996. 

Completada a saudação, as bandeiras são trocadas enquanto um folião canta e o outro ouve. Depois se cala para ouvir aquele que saudou. Só então destrocam, após verso próprio, pedindo a devolução da bandeira.

Já um encontro não fraterno não tem troca de bandeiras, ou então, no caso das folias, quando estão cruzadas, surge a demanda que se estende em forma de versos desafiadores com perguntas enigmáticas sobre as tradições fundamentais do grupo, que devem ser respondidas em verso. Em caso negativo, a bandeira é tomada e a folia passa a andar com duas bandeiras. Mas este processo de desafiar e tomar bandeira sobrevive apenas na memória dos mais velhos, pois de fato, caiu em desuso. Pelo menos aqui nesta região...


Notas e Créditos

* Texto: Ulisses Passarelli
** Fotos: encontro de folias, Ulisses Passarelli; encontro de congados, Iago C.S. Passarelli.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Fé Folieira

Folias & Foliões [1]
      

        Com a chegada do natal, retornam às ruas as tradicionais Folias de Reis, manifestações folclóricas de origem europeia, que via Portugal, chegaram ao Brasil em tempos coloniais. Em nosso país, passaram por várias adaptações no contato que tiveram com elementos culturais de diversas etnias, assumindo formas diferentes de acordo com a região.

        Sua essência, porém, é a mesma, constituindo-se num grupo itinerante e peditório, de tocadores e cantadores, que empunhando seus instrumentos musicais, cantam versos em louvor ao Deus Menino, narram nas cantigas detalhes do seu natalício e fatos correlatos, sobretudo a visita dos magos que vieram do oriente.

        Em São João del-Rei  há informações que comprovam a existência das folias, desde a segunda metade do século XIX, já com grande popularidade. Porém, é de se supor, que o costume já estivesse aqui enraizado muito antes. Difundidas por todo o município e nas vizinhanças, frente as mudanças sociais, entraram em declínio no último quartel do século XX.

        As folias persistem escassas em relação ao passado, mas ainda assim demonstram uma vitalidade diante do fenômeno de massificação, evidente no esforço de seus componentes em conservarem o costume de cantar a boa nova à moda antiga.  

        Hoje se mantém sete grupos ativos de Folias de Reis na cidade de São João del-Rei, a saber [2]:

-        Águas Férreas, folião Geral Elói de Lacerda;
-        Rua São João, Tijuco, folião Antônio Ventura;
-        Jardim São José, foliã Maria Inês do Santos Zim , a “Lilia” ;
-        Guarda-mor, folião João Batista do Nascimento, o “João Matias”;
-        Guarda-mor, folião Afrânio Batista de Paiva, o  “Fanico”;
-        Bom Pastor, folião Geraldo Domingos Resende, o “Didinho”;
-        Bairro Caieira, folião Ulisses Passarelli.

Fiz questão de listar os grupos e seus organizadores, os foliões, não só para efeito de registro, mas sobretudo para parabenizá-los por todo o esforço que fazem em preservar a tradição herdada de seus antepassados, com grande esforço e dedicação. 

As folias, como aliás também acontece com os congados, sobrevivem às custas do amor e da fé de seus componentes, que se desdobram por todas as vias, para manterem vivos os grupos folclóricos dos quais participam, com pouca ou nenhuma ajuda oficial. Essa gente humilde, após a jornada diária de trabalho, ainda encontra ânimo para ensaiar e por a folia na rua, até tarde da noite. Nas casas onde chegam e os moradores compreendem o significado de sua atividade, nota-se com clareza que a alegria toma conta daquele lar instantaneamente, pois acreditam os anfitriões que por trás da cantoria reside a bênção e no seu rastro, a prosperidade. Na zona rural as folias são esperadas com grande expectativa, na certeza de que sua passagem afasta pragas das plantações e pestes do gado.

Digno de nota é o destino dado aos donativos recolhidos, voltados para obras de caridade em geral, repassadas para obras da Igreja ou para entidades assistenciais, ou ainda, para a compra de cestas básicas, cadeiras de roda, enfim, auxílios diversificados.

O participante de uma folia nada ganha financeiramente. Participa porque gosta. Para o folião, aquele instante da cantoria é sagrado. É a sua realização espiritual. Quantos casos há de participantes que tendo na bandeira um canal da fé venceram a adversidade do vício alcoólico ou de uma doença grave... Quantos estão na folia por ação de graças de uma promessa atendida... O folião tem uma crença viva muito além da simbologia aparente da bandeira e dos rituais.

A folia é uma oportunidade de promoção social. Naquele instante ele é mais cidadão, pois está certo que a tradição que está mantendo é benéfica de uma forma ou outra para a sociedade. A folia quebra o cotidiano e frisa a identidade de nosso povo.

Por todas estas razões receba bem as folias, se acaso sua residência for agraciada com a visita de uma delas. Respeite a bandeira, ainda que não compartilhe da mesma expressão de fé, ainda que for outra a sua religião. Honre a missão folieira e prestigie o nosso folclore, a nossa identidade cultural. 
  
Folia de Reis, Bairro das Fábricas, São João del-Rei / MG.

 Créditos

- Texto: Ulisses Passarelli.
- Fotografia: data e autor: não identificados.

Notas

- Obs.: foto gentilmente cedida para reprodução pelo saudoso folião Luís Santana, segundo o qual o responsável por esse grupo era o sr. Vicente Velloso. Esta foto não fez parte da publicação original no jornal Gazeta de São João del-Rei.
- Revisão: 08/12/2025. 

[1] O subtítulo corresponde ao título original dessa publicação, no jornal Gazeta de São João del-Rei, n.383, 31/12/2005.
[2] O rol das sete folias referia-se àquelas urbanas, posto que à época da publicação ainda estavam ativas duas outras, rurais, dos distritos de São Sebastião da Vitória e São Gonçalo do Amarante (Caburu). Das urbanas, em 2025, restam ativas apenas a do Jardim São José, a do Bom Pastor e a da Caieira; das rurais, apenas a de São Sebastião da Vitória. Todas as demais estão por oras fora de atividades.