Bem vindo!

Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.


ULISSES PASSARELLI




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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Crônica da sitoplástica


Um dia desses, não sei por qual motivo, me veio à lembrança o sabor dos pirulitos que eram vendidos em plena rua, aqui em São João del-Rei, por certa pessoa em uma bicicleta antiga. Chamavam-no de "Rato". Seu verdadeiro nome, desconheço. Os pirulitos eram pendurados no guidão, ensacados, revestidos de açúcar de confeiteiro (finíssimo e alvo) e tinham várias cores: azuis, verdes, amarelos, vermelhos ou laranja, posto que eram corados. Sabor inigualável e inesquecível dos anos setenta, que o arquivo de químicas do cérebro acusou ainda existir em minha memória.

 

Foi esta mera lembrança, em si isenta de significado maior, o pretexto para esta crônica. É que os pirulitos do Rato, ambicionados pelos moleques de meu tempo, tinham formato exato de um galo. Nisto consistia seu charme. Não se tratava de qualquer pirulito; era um galozinho! Por isto a petizada o queria. 


Sitoplástica é a ação de fazer alimentos com um formato que remeta à arte popular, segundo terminologia técnica de folclorística. 


ARAÚJO (1985, p.64-65), em notável trabalho, elucidou: "sitoplástica é termo proposto por Cecília Meireles em seu estudo sobre arte popular brasileira, para configurar a arte comestível das doceiras e quituteiras" e completou _ "o principal representante dessa arte marginalizada é o alfenin", que, segundo o autor, "ainda persistem na tradição culinária brasileira, notadamente, no Nordeste." Alfenins lembram as nossas balas quendi [1], só que em vez de ter a sua forma cúbica ou de paralelogramo, tem a massa puxada, quando ainda está em fase moldável, de modo a formar bonecas, animais, cachimbos e outros objetos [2] . 


Havia também os pequenos pirulitos muito semelhantes àqueles em forma de galo, só que o formato era de chupeta. Felizmente, ainda temos a venda dos deliciosos pirulitos de cone, esses guarda-chuvas de comer. São sabores de outras épocas, adoçando a amargura de hoje.


E o que dizer das tradicionais Balas Mazzoni? Eram deliciosas bolinhas de cor (brancas, verdes e vermelhas - cores da bandeira italiana), que grudavam entre si e grudaram em nossa saudade teimando em não partir. Ainda recordo de comprá-las, pesadas na hora, a granel.


Estas formas alimentares nostálgicas trazem em si o atrativo do sabor aliado à aparência de um bicho, boneco ou objeto. Minha mãe fazia sequilhos nas férias estudantis e nos servia na hora do filme da tarde, com um achocolatado ou café, enquanto assistíamos a arte do stop motion nos filmes de aventura do marinheiro Simbad. Esses sequilhos eram biscoitos cuja massa era cortada em forma de aves, estrelas, corações. Se os fizesse como simples biscoitos não eram tão bons quanto os biscoitos em forma de estrela, embora a massa fosse a mesma. É a mágica da sitoplástica. 


Naquele tempo, Lagoa Dourada vendia nas padarias afamadas, além do célebre e incomparável rocambole, uma grande rosca de massa branca e macia e a casca morena, sequinha, em formato exato de um jacaré. Não poderia ter outro nome: pão-jacaré. 


Em contrapartida, São João del-Rei vendia o pão-tatu, de sabor levemente adocicado e textura macia, muito apetecível se recheado por uma fatia de queijo mineiro fresco. A casca deste pão tinha um formato tal, que, fazendo duas pontas, continha como que cintas transversais, à guisa de uma carapaça de tatu, daí seu nome.


Outro desta estirpe é o pão-combate, uma massa doce sovada muito tradicional, montada em duas metades que se encontram ao centro. Por analogia a duas luvas de boxe se tocando como numa luta, esta aparência rendeu-lhe o batismo de pão-combate.  


Por vezes a indústria se inspira na arte popular e assimila suas tradições dando forma a alimentos específicos, mas em essência, ou strictu sensu, a sitoplástica se refere ao trabalho manual sobre o alimento, formatando-o em aparências específicas. Assim, uma doceira confecciona com imenso trabalho um doce dentro de duas metades de uma noz, e surge a noz fingida; uma salgadeira faz massa folheada abrindo-a como o casco de uma canoa e a recheia de maionese e temos uma barquete; outra faz a massa para fritar, como um charuto, longo, cheio de queijo e presunto e tem-se uma cigarrete (do francês, cigarette, cigarro); ainda mais, uma massinha cortada em anel, ao redor de uma rodela de salsicha, algo que lembra um globo ocular e as pálpebras e assim ganha o nome de olho de perdiz; um pão doce largamente recheado de creme amarelo, aparenta o amplo sorriso de uma miss, é a marta rocha; mas se trocam seu creme por doce de leite, se chama bomba; nas festas de aniversários, noivados, batizados e outras, fazia-se espetinhos de azeitona (sem caroço), palmito e queijo ou presunto - em pequenos pedaços - trespassados por um palito de dentes. Depois de muitos deles prontos, se revestia uma melancia de papel aluminizado e nela se espetava em derredor os tais espetinhos. A montagem, espinhenta, cheia de pontas, ganhava o pitoresco nome de capeta. 


Roscas, tranças, casadinhos, louro-moreno (doce que alterna em espiral massa clara e escura), bichinhos comestíveis... Quantas formas realçando o sabor pela sugestão psicológica de seu visual! Provocação artística para estimular o apetite. Extravasamento da arte interior para a massa exterior. A arte do comer. A arte de comer. Eis a sitoplástica. Cada recanto terá o seu exemplo, sua tradição, todas dignas de serem preservadas. 


Hoje, quando passo na Praça Raul Soares, ali perto da banca de revistas, sinto saudades de quando pedia minha mãe para comprar os pirulitos do Rato. Nessa vida louca faltam coisas assim para se sobrepor à faina interminável.

 

 Referências Bibliográficas

 

ARAÚJO, Iaperi. Elementos da Arte Popular. Natal: Universitária, 1985. 86p.il. p.64-65.

 

Créditos


Texto e fotografia: Ulisses Passarelli


Notas


* Texto publicado (sem a fotografia desta postagem) na Revista da Academia de Letras de São João del-Rei, n.12, 2023. p. 250-253.


** Revisão: 31/03/2025.  



[1] - Quendi: possivelmente esta palavra procede do inglês, candy, doce. O quendi é feito basicamente de açúcar molhado e raspa de casca de limão, preparado ao fogo até o ponto de enrolar, quando é rolado em bastões sobre uma pedra fria e então cortado em figuras geométricas aproximadamente quadrangulares. Depois é levemente deprimido por um garfo, que lhe deixa sinais de linhas ou traços na parte de cima. Por tradição é enrolado em papel de seda colorido e de extremos picotados. É considerado um doce fino. Se é tirado do fogo antes do ponto de enrolar forma o tradicional "puxa-puxa", nome assim aplicado pela natureza elástica da massa, uma delícia em ocaso.


[2] - No Maranhão, em Alcântara, pelas Festas do Divino, surgem os tradicionais "doces de espécie", à base de coco, moldados em diversos formatos. É uma herança ibérica. 

 

Alfenins. Natal/RN. 1998.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Criação de Aves Domésticas

A fixação do homem ao campo foi possível graças às atividades de agricultura e pecuária, que lhe deram uma perspectiva além do extrativismo que o fazia nômade. Desde remota antiguidade o ser humano domesticou animais para uso como alimento e trabalho de carga, montaria, tração, ou ainda, fornecimento de matéria-prima. A forma de criar, cuidar e cultivar é do interesse dos estudos etnográficos e adentra pelo mundo da cultura popular em suas práticas e crendices. 

A criação de aves domésticas para fornecimento de carne e ovos é tão arraigada que muitas vezes, com o êxodo rural, as famílias ainda criam galinhas, patos, marrecos, gansos, perus e angolas, juntas no mesmo espaço, até nas cidades, pelos quintais suburbanos. Mas independente de qual é a ave, o espaço do criatório se chama sempre galinheiro. 

Cercado de tela de arame, de feitura industrial, ou totalmente artesanal, armado de uma cerca de bambus postos bem juntos para que as aves não fujam, o galinheiro é uma forma de criação semi-extensiva das aves, onde recebem milho, restos de alimento humano, folhas descartadas de verduras. Um vasilhame d'água, caixotes para servir de ninho (forrado de capim cortado) e um telheiro para servir de dormitório, completam o criatório rústico. 

Ninho de galinhas: trançado de cipó em suporte de bambu.
Forramento com capim-membeca. 

Nos ninhos usa-se esparramar sobre o capim um pouco de folhas verdes de erva de santa maria (Dysphania ambrosioides), uma amarantácea [1] de cheiro muito forte, que age como repelente natural contra piolhos de galinha, praga que infesta as aves que estão a chocar ovos. Como artifício para as galinhas botarem, deixam um ovo em cada ninho, chamado "indez", indutor da postura, recolhendo-se os demais para consumo. A galinha que inicia a chocar os ovos, diz-se "chóca" ou "impirriada", tendo um comportamento próprio, diferente das demais. Quando a galinha por algum motivo perde os ovos e continua impirriada, ela se alimenta mal, enfraquece e não bota mais. Continua deitada no ninho, como a chocar ovos imaginários. Usam então do artifício do "quebra-choco": a galinha é molhada para esfriar o corpo (em geral é mergulhada três vezes seguidas na água fria) e a seguir é presa em um espaço limitado que a impede de voltar ao ninho. Assim fica durante alguns dias até que volte a se comportar normalmente, quando pode ser solta com as demais. 

Quando o espaço permite, é comum se soltar as galinhas durante o dia, deixando a porta do galinheiro aberta para que voltem à noite para dormir e botar. Mas nesta circunstância as mais ariscas acabam se aninhando no mato e localizar seu ninho é uma tarefa de rastrear se guiando pelo grito da galinha poedeira, buscando-se a direção e com olhar atento para se ver de que moita ela saiu. Tem sempre cuidado neste sentido pois é comum que essas desgarradas sirvam de alimento (ou seus ovos) para animais silvestres. Aos filhotes (pintos) se reserva cuidado dobrado pela fragilidade, sendo por exemplo alvo fácil de uma espécie de gavião acipitrídeo, Buteo magnirostris, que com frequência rapina pintos. Por isto é odiado pelos sitiantes. O chamam “pega-pinto”, “papa-pinto” e “gavião-carijó”.

Muitos criadores então reservam os pintos num cercado próprio, o "pinteiro", para se prender a galinha com os pintinhos novos, onde receberão maiores cuidados e estarão mais protegidos de predadores e intempéries. Feito de tela industrial ou de forma rude num gradeado de bambu lascado.

Pinteiro. 

A mescla genética da galinha caipira é imensa porque diferentes raças vão sendo criadas juntas possibilitando os cruzamentos entre as garnizés, índias, rodes (Rhode Island Reds), sapateiras (com penas nos pés), barbudas, de topete, nanicas, suras, dentre outras. As variações de cor recebem nomes, tais como carijós (pintalgadas de branco e cinza escuro ou preto), prata, vermelha, branca, preta, etc. Aliada a esta mescla, a alimentação variada possibilita uma qualidade própria da carne e ovos que elevam seu valor como "galinha caipira", queridíssima na mesa e responsável por excelentes pratos de nossa culinária típica: galopé - galo cozido com pé de porco; galinha ensopada (cozida, com caldo grosso, por vezes com legumes), frita, assada ou como ingrediente para canja. O povo atribui à galinha caipira maior valor nutritivo que à de granja, de criação intensiva, exclusivamente na ração. 

Diz-se que no terreiro que se cria galinhas deve se ter uma preta no meio. A galinha preta protegeria toda a criação de mau olhado. Galo preto tem a mesma prerrogativa. Outra medida que livra o terreiro de um quebranto bravo é ter três galos, independente do padrão de cor das penas. Para livrar a criação de malefícios outro artifício é consagrar um galo sempre virgem a São Roque. O povo acredita ainda que no terreiro de criação, um galo cantando fora do horário habitual representa mal agouro. Galinheiro é local frequentado por espíritos imundos a horas mortas. Barulhos dentro dele pela madrugada não devem ser investigados, pois se a pessoa vai nele fora de hora, pode ser vitimada por um desses espectros, que passa a azucrinar a vida do indivíduo na qualidade de encosto. 

Dormitório de um galinheiro.

Créditos

- Texto e fotografias (Brumado de Baixo - pinteiro e dormitório; Brumado de Cima - ninho; São João del-Rei, 2009): Ulisses Passarelli.

Notas

[1] A erva de santa maria, também chamada "mastruz" também é usada como repelente de pulgas e assim é desfolhada nos canis e até por cima do colchão de dormir. Esfregada em água e usada como banho em cães e gatos afugenta as pulgas. Na medicina popular tem uso regional como vermífuga, fervida ao leite, mas seu uso interno é arriscado e não deve ser empregado sem acompanhamento de um especialista em fitoterapia. Na umbanda é considerada uma planta consagrada ao Orixá Obaluaiê e tem uso principalmente para descarregos. Sobre esta planta ver: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dysphania_ambrosioides

- Revisão: 20/06/2025. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Oração do Esporão e remédio para osteoporose

Sob o nome de "medicina popular" os folcloristas englobam uma série de práticas e formulações que o povo empiricamente adota e propaga como mecanismo de tratamento de certas doenças. Sempre que tal assunto é abordado, este blog frisa o risco de semelhantes usos pelo eventual dano que pode trazer à saúde, pois tais receitas não foram cientificamente testadas e não se sabe seu real potencial de cura ou dano à saúde. Por isto, não se recomenda. Apenas se registra, pelo valor etnográfico e para que futuros estudos possam elucidar mais a questão.

Desta feita, seguem duas receitas populares coligidas em São João del-Rei no corrente ano, recolhidas de fonte familiar, difundidas informalmente por via manuscrita, distribuídas em cópias, aqui reproduzidas por fotografia. Muitas vezes a perpetuação destas práticas se dá apenas por via oral, ficando neste caso consignada ao mesmo tempo uma prática de folk-comunicação. 

Uma curiosidade é que os dois exemplares adotam pés de galinha como matéria prima. A primeira em especial exige que seja de galo, pela necessidade da presença das esporas, que quanto maiores, tanto mais eficiência se prestarão à simpatia.

A espora do galo é um símbolo de virilidade. Quando a espora é grande e aguçada, maior o valor é atribuído à ave. A espora cortada e posta a secar, uma vez conservada com a pessoa se torna um amuleto capaz de repelir uma série de males. Uma arma córnea contra quebranto. Tanto mais se for de galo preto. Trespassada numa guia evoca a força da linha esquerda, dos exus. 

Quanto ao esporão é uma espícula (ponta) de osso que surge no osso do calcanhar (calcâneo) e provoca inflamação da estrutura das fáscias, gerando dor. É um incômodo terrível que aflige a muitas pessoas. 

No caso da primeira receita, ou antes, simpatia, existe uma analogia entre o esporão do pé e a espora do galo, que passada sobre o pé do paciente com o enunciado próprio, tiraria supostamente o problema, uma vez que enterrada. Esta simpatia conserva elementos típicos, por magia simpática. Enterrar equivale a exterminar o mal por sepultamento; colocar o peso de terra sobre, para que o mal não possa emergir. A recomendação de ser onde a pessoa não passará é uma tradicional medida de segurança para evitar que o mesmo mal retorne. Os pés do galo são esfregados sobre a pele três vezes, e o número de preces também é regulada em três, de valor especial no folclore. 

Eis a transcrição:

"Oração do esporão. Dois pés de galo que tenham esporão, passe dos joelhos para baixo nos dois pés, mesmo que não esteja doente e reze: 'esporão, esporão! Leve este mal para onde eu não vejo', e de três vezes, reze três pai-nosso, três ave Maria, pede a Jesus que leve essa enfermidade. Enterra os pés em lugar onde a pessoa não vai passar."

Anotação manual, à caneta esferográfica, em folha lisa,
contendo a receita contra esporão, transcrita nesta postagem. 


É preciso frisar que não existe objeção a consumir o galo desta simpatia como alimento. Apenas os pés são usados.

A receita seguinte não se prende à pretensão mágica da simpatia. Apela em verdade para a química dos componentes, retirado o óleo que sobrenada no ato da fervura dos pés de galinha, fonte específica para fornecimento de cálcio nesta prática popular. O produto é ingerido parcimoniosamente, tomando-se de cada vez em medidas de colher, para o combate à osteoporose, segundo a crença.  

Receitas como esta são comuns no seio popular. Eis a que está em questão: 

"Remédio para osteoporose 

2 Kg de pés de galinha;
2 litros de água ou mais, se precisar;
1 copo e meio de açúcar;
2 cavacos de canela;
2 nozes moscadas pequenas
2 copos americanos de caldo de laranja;
2 folhas de gelatina sem sabor;
1/2 copo americano de vinho branco seco.

Modo de preparar
Cozinhar bem os pés com 2 litros de água. Se precisar, acrescente mais. Deixar na panela de um dia para o outro. Retirar o óleo que fica por cima e jogar fora. Levar novamente ao fogo. Colocar os demais ingredientes e deixar ferver bastante. A gelatina pode ser dissolvida no próprio caldo. Tomar às colheradas, ao dia." 

A "medicina popular" é uma vertente riquíssima da cultura popular e em cada região tem suas próprias características, componentes, formulações... fonte inesgotável para estudo e pesquisa do folclore. 

Anotação manual, à caneta esferográfica, em folha pautada de caderno,
contendo a receita do remédio contra osteoporose, transcrita nesta postagem. 

Créditos 

- Texto e fotografia: Ulisses Passarelli. 

Notas 

- Revisão: 08/09/2025.