Bem vindo!

Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.


ULISSES PASSARELLI




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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Estações abandonadas

É com grande pesar que vemos ao longo do itinerário da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), alguns remanescentes arquitetônicos em lastimável estado de conservação. Não bastasse a injustificável paralisação das atividades e erradicação dos trilhos, com várias construções históricas demolidas, algumas ainda jazem em penúria à espera de ações capazes de recuperá-las, enquanto bem patrimonial. Este sucateamento é um desrespeito à história e ao papel  econômico-social das ferrovias no país e em nossa região, em especial. Bem se podia, a bem da memória, conservá-las e dar-lhes como monumento uma utilização prática para a comunidade, que seria em processo educacional, aliada da preservação. 

Existem muitas possibilidades a estudar. Uma vez restauradas estas velhas estações hoje depredadas, imundas, sujeitas à invasão, poderiam ser centros de artesanato, ou de memória, museu, biblioteca, espaço cultural para exposições, lançamento de livros, apresentações culturais, local de realização de palestras, cursos, ponto de reunião de associações comunitárias, aulas, cursos de capacitação e reciclagem, sede de instituições por comodato, etc, etc, etc, a se propor, a se pensar e planejar. Qualquer opção acima é melhor que a vista hoje, um quadro funéreo.

Neste sentido é mister lembrar os exemplos das estações de Ibituruna e Coqueiros (esta no município de Nazareno), antes na mesma situação deplorável, hoje restauradas e úteis. É o que esperamos das autoridades e gestores responsáveis por estes bens. Outros exemplos poderiam ser enumerados mas estes se mostram explícitos o suficiente para representar o quadro geral. 

Estação de César de Pina em abril de 1999...

... e em 18/05/2014, ainda mais degradada e já sem o telhado da plataforma. 
Estação de Nazareno em 1976 ...
... e em janeiro de 2014: lamentável abandono!
Estação de Nazareno, 26/01/2014. 
* Texto: Ulisses Passarelli
** Fotos: César de Pina, Ulisses Passarelli; Nazareno, 1976, David Passarelli; Nazareno, 2014, Iago C.S. Passarelli


terça-feira, 11 de junho de 2013

Trens: o bucolismo da locomotiva a vapor


1- Locomotiva nº41 sobre o Pontilhão do Rio Elvas em setembro de 2014. 

2- Locomotiva nº41 no Sutil em agosto de 2011.

3- Locomotiva nº42 vista do alto da Serra de São José dezembro de 2015.
4- Locomotiva nº22 flagrada no Sutil no ano 2000. 

5- Locomotiva nº68 passando por detrás de Matosinhos em abril 2014. 

Notas e Créditos

* Fotografias: 1 (arquivo gif), 3 e 5, Iago C.S. Passarelli; 2 e 4, Ulisses Passarelli
** Conheça mais sobre a história da ferrovia em São João del-Rei. Acesse pelo link abaixo:



terça-feira, 14 de maio de 2013

Coqueiros: estação restaurada!

Nunca é demais protestar contra o nefasta obra de extermínio de nossa malha ferroviária. A centenária Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), dentre tantas outras ferrovias foi uma de suas muitas vítimas. Em bitola de apenas 76cm, hoje apenas um curto trecho de 12 km entre São João del-Rei e Tiradentes continua ativo como trem turístico.

Conforme fotografei em 2003 e divulguei, uma das estações da outrora extensa linha jazia esquecida em pleno abandono na localidade de Coqueiros (Nazareno / MG), datada de 1917, no antigo km 172 da estrada de ferro, cenário entristecedor mas, ironia do destino, menos ruim que o de várias outras construções ferroviárias que foram demolidas. Pelo menos aquela ainda estava de pé... Mas sua situação só piorava, ano a ano. 

 Estação Ferroviária de Coqueiros, 01/03/2003.

Em não se voltando os trens, então que seja dado as paradas e estações um uso digno e condições de preservação como monumento histórico. Foi o que aconteceu neste caso graças à sensibilidade da administração municipal, que restaurou o prédio arruinado e o entregou ao uso social, conforme presencie recentemente. 

Estação Ferroviária de Coqueiros, 05/05/2013. 

A criação de um espaço de lazer no entorno e o calçamento favoreceu a população, que se torna usuária e guardiã, banindo ou minimizando a sombra medonha do vandalismo. Que o gesto louvável se estenda noutros municípios vizinhos aos remanescentes da EFOM, que aguardam semelhante gestão.

* Texto e fotos: Ulisses Passarelli