Bem vindo!

Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.


ULISSES PASSARELLI




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segunda-feira, 19 de março de 2018

Sacolinha de São José

O dia 19 de março é reservado no calendário católico aos festejos ou memória em honra a São José, o Carpinteiro, esposo de Maria de Nazaré, Mãe de Jesus. Ao largo das comemorações oficiais o povo por si mesmo difunde crenças e formas próprias de recorrer ao prestigiado santo. Assim é que no Nordeste brasileiro, este é o dia de observar de maneira especial o clima: se chove no dia deste santo ou o clima fica fresco, é sinal positivo de um bom inverno, presságio de mais chuvas próximas amenizando a seca atroz. 

A fotografia que compõe a presente postagem revela uma forma inusitada de corrente, com o objetivo de trazer fartura, rendimento do salário, em nome da devoção ao venerável santo: o Saquinho ou Sacolinha de São José. O exemplar aqui fotografado pertence a uma senhora de São João del-Rei, cuja identidade reservamos. 

Consiste em uma pequena bolsa de tecido, na cor amarela, tramada em crochê, destinada a conservar o dinheiro recebido. No interior vai uma tira de papel com o escrito da corrente, que segue transcrito:

"Neste saquinho da sorte guardarás tuas economias e terás a proteção de São José em situações financeiras. Nunca te faltará nada. Daqui um ano, no dia 19 de março, farás 19 saquinhos e os distribuirás após ter assistido a missa de São José. Basta fazer uma vez. Guarde sempre contigo este saquinho com esta mensagem e a moeda que deve ser colocada junto. São José te abençoará."

Tal papel é enrolado em torno de uma moeda e posto no interior do saquinho onde permanece sempre. O restante do dinheiro é posto em economia e tirado conforme a necessidade. Contém também outro papel de corrente, de forma ovalada, tendo a estampa de São José por marca d'água, sobre a qual vem o seguinte texto, muito parecido ao anterior: 

"Esta é a sacolinha de São José. Todo o dinheiro que receber, coloque dentro dela, mesmo que seja por um minuto. Nesta sacolinha guardarás as tuas economias e terás a proteção de São José. Daqui a um ano, 19 de março de 2015, farás 19 sacolinhas e distribuirás, com uma moeda dentro de cada uma. Não gaste a moeda que estou lhe enviando. Assim nunca lhe faltarás nada. Obrigada São José. São Paulo 19 de março de 2015."

A pessoa que a recebeu em São João del-Rei atualizou o exemplar à caneta esferográfica, fazendo uma rasura, que alterou a data 2015 para 2016 e "Paulo" para "João". 

Completa o conjunto um laço de fita amarela (cor simbólica da fartura, por alusão ao ouro) de cetim, para atar a abertura da sacolinha ou saquinho e uma medalha com a efígie do santo afixada por costura. 

Daí o saquinho é guardado em segurança no fundo de bolsa, guarda-roupa, baú, gaveta ou algibeira, longe das vistas de possíveis ladrões. Mesmo vindo de outra cidade distante a corrente se aclimatou em São João del-Rei e em 2017 já se esparramou; com novos adeptos, em 2018 seguirá se multiplicando. A fórmula também atende aos preceitos da folk-comunicação, como outras correntes típicas. 

Sacolinha de São José: sacola de crochê com medalha e papéis da corrente.
A régua com escala em centímetros posta ao lado oferece a proporção do tamanho.
São João del-Rei. 10/03/2018. 

Créditos

- Texto e fotografia: Ulisses Passarelli.

Notas
 
- Revisão: 27/10/2024.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dez imagens da folk-comunicação - parte 2

Em prosseguimento à divulgação de imagens relacionadas a elementos de folk-comunicação flagrados na região, seguem mais dez fotografias, todas captadas em São João del-Rei, que revelam uma variedade de transcrições e mensagens, algumas bastantes explícitas, outras mais veladas.

Por vezes não necessitam palavras como os rostos pintados de bonecos, em expressão de alegria (fotografias 8 e 1), rompendo a rigidez inerte e fria da parede e do hidrante; mas a mulher preta da fotografia sete, traz a boca aberta como se espantada, e seu olhos derramam lágrimas vermelhas de sangue. Sem dúvidas uma dolorosa mensagem que traz à tona um clamor. Uma crítica pesada recai sobre a mídia institucionalizada: o boneco traz uma televisão no lugar da cabeça e uma arma apontada para ela em atitude de suicídio... (fotografia 9).

Desta feita, aparecem três elementos de farmácias: nos anos setenta e oitenta (séc. XX) elas faziam plantões a horas impróprias e fins de semana, alternando-se os estabelecimentos (fotografia 4). Era então costume se ter afixada à fachada uma tabuleta com o nome da farmácia disponível. Esse costume desapareceu faz uns trinta anos, mas por sorte ainda flagramos esta placa remanescente, já fora de uso a tempos, mas ainda na ocasião da fotografia no lugar original, onde já não se encontra. O impresso de 1934 (fotografia 5) é uma cobrança de fim de ano de uma farmácia a seus clientes. O texto, com sua rebuscada linguagem de época, revela delicadeza e lisura no trato com o cliente, com oferta de bonificação e favorecendo o desconto. A charge estampada na fotografia 6, usa da criatividade para transmitir a mensagem dos bons preços oferecidos, ao mostrar o cidadão entrando em uma farmácia qualquer, vestido e com receita à mão e saindo dela desnudo, a segurar um pequeno embrulho adquirido; e, ao contrário, no estabelecimento em foco, entra descamisado com a receita e sai bem vestido e com um grande embrulho na mão. Essa charge chama a atenção dos são-joanenses faz bastante tempo.  

A tradicional corrente revela a grande devoção regional a Santa Rita de Cássia (fotografia 3), festejada a 22 de maio, a quem se atribui o poder de conceder graças impossíveis a outros santos. O exemplar manuscrito se reveste de características típicas desse modelo de oração e estimula o repasse junto com uma vela de sete dias ao seguidor da novena. 

Finalmente a imagem 10 reproduz um programa da Festa do Divino, edição de 1999, segundo ano após o "resgate" do grande jubileu. Naquele ano também foi feito um cartaz grande, em número mais limitado e esses programas aos milhares, nas cores azul, verde, amarelo e rosa, para afixação em estabelecimentos comerciais para divulgação do evento. Na programação constam atrações culturais como congadas, folias do Divino, dança das fitas, pastorinhas, calango, banda de música, e atividades religiosas diversas, como missas, novena e procissões. 

São formas populares de comunicação que extrapolam a mídia tradicional e buscam meios alternativos de transmitir a mensagem. No caso das pichações sempre na surdina do ato ilícito, que obviamente deve ser combatido; daí se esclarece, que seu registro nesta página não se configura como incentivo à prática tampouco enaltecimento, mas apenas de evidenciação dos caminhos populares tomados quando outras possibilidades estão vedadas, inacessíveis ou na prática que não alcançam o público-alvo pretendido. 

A folk-comunicação tem múltiplas facetas e se adequa às possibilidades do mundo urbano na difusão de sua filosofia e ideal. 

1- Rosto esboçado por pichação em uma parede, aproveitando-se dos vitrôs circulares
para composição dos olhos. Rua Antônio Josino Andrade Reis,
Centro, São João del-Rei. 17/04/2014. 

2- Grafismo em uma parede, "Morra, mas deixe sua marca".
Rua Santo Antônio, São João del-Rei. 04/03/2017. 

3- Manuscrito a caneta esferográfica sobre folha pautada de caderno,
no sistema de corrente, propagando uma novena em honra
a Santa Rita de Cássia. Coletada na Gruta do Divino, Centro,
São João del-Rei. 02/01/2011. 

4- Tabuleta de madeira afixada na fachada de uma farmácia, na qual se
especificava o rodízio de plantões dos diferentes estabelecimentos.
São João del-Rei. 10/12/2011. 

5- Antigo impresso de cobrança de clientes de uma farmácia de São João del-Rei,
datado de 31/10/1934. Papel-jornal, 20 x 26,5 cm.

6- Tradicional charge publicitária de uma farmácia, pintada em um muro.
Rua Coronel Tamarindo, Centro, São João del-Rei. 18/12/2011.

7- Grafite num canto de muro, se aproveitando de uma grade de saída
de águas pluviais. Rua Quintino Bocaiúva, Centro, São João del-Rei. 29/11/2014. 

8- Rosto pintado em um hidrante na lateral da
Catedral do Pilar, São João del-Rei. 03/03/2017.

 9- Mensagem grafitada em um muro na Rua Santo Antônio, Bairro Tijuco. Inscrição: "A Mídia te Mata".
São João del-Rei. A direita, detalhe da figura humana com uma televisão no lugar da cabeça. 04/03/2017.

10- Programa da Festa do Divino de 1999, Paróquia de Matosinhos,
São João del-Rei. Impresso em papel-jornal, 33 x 24cm. 

Créditos

- Texto e fotografias: Ulisses Passarelli

Notas

- Para saber mais leia também neste blog: DEZ IMAGENS DA FOLK-COMUNICAÇÃO - parte 1

- Revisão em 10/02/2025

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Manuscritos em cédulas

No campo da folk-comunicação, um mecanismo de manifestação popular escrita bastante difundido é o dos manuscritos em cédulas monetárias, sobretudo em forma de corrente. Com este nome o blog já disponibilizou e analisou uma vintena de exemplares colhidos em São João del-Rei, como se pode ler no texto lincado ao fim desta postagem.

No contexto geral, as correntes em notas tem o objetivo de trazer para quem as escreve, recebe e replica, boa sorte e abundância (simbolizada materialmente no dinheiro), em nome de santos populares, quase sempre os santos gêmeos São Cosme e São Damião (ícones da fartura, gemelaridade, duplicação, multiplicidade), Santa Rita de Cássia (protetora nas causas impossíveis, invocação dos momentos de angústia por uma dívida que oprime ou na falta de trabalho remunerado) e São Judas Tadeu (patrono das causas perdidas, contra o desespero). Weitzel (1984, p.178) apontou os seguintes temas de manuscritos em papel-moeda: "desenhos grosseiros, palavrões, frases obscenas, até os mais trabalhados versos de quadras populares. Há orações em correntes milagrosas, adivinhas maliciosas, recados amorosos, piadas e até anúncios de serviços.", dizendo-as presentes tanto anverso quanto no reverso da nota, ou ambas as faces. Destacou o impróprio de mau uso das cédulas monetárias por meio de inscrição, o que as compromete, obrigado a recolhimento e a substituição formal pelo órgão governamental. 

O cunho supersticioso cede ante uma manifestação de fé, que do mundo abstrato se materializa escrita em letras mal traçadas, segundo as regras gramaticais (aqui transcritas com fidelidade aos originais), mas leais à fé emanada de práticas informais da religiosidade popular.

Os dez exemplares ora expostos foram encontrados em notas circulantes em Barbacena, Tiradentes e Santa Cruz de Minas. Mantém uma unidade estilística e de finalidade, inclusive quando comparada a outras coletas [1], como as de Pellegrini Filho (2009). O último exemplar tem um cunho motejador, estando numa categoria que sem acreditar na corrente, adota seu estilo para brincar ironicamente com o próximo, usando do mesmo mecanismo de comunicação popular.

Este Blog, ao divulgar tal assunto, não estimula a prática de danificar cédulas, mas tão somente registra o aspecto etnográfico das mensagens nelas manuscritas por populares anônimos. 

Fragmento de uma cédula de dois reais com manuscrito.

*  *  *

01- "Quem pegar nesta nota nunca ficarrar sem dinheiro Esta nota Edi são damião e di sao cosme Passar 3 nota." (sic, Barbacena, 26/09/1999).

02- "Santa Rita de Cassia Quem Pegar nesta nota nunca lhe Faltara Dinheiro." (sic, Tiradentes, março/2003)

03- "Boa Sorte para quem pegar esta nota São Cosme e São Damião lhe proteja que nunca falte nada Escreva em 3 notas e passe para frente. Não quebre a corrente." (sic, Santa Cruz de Minas, 29/03/1999). 

04- "Quem pega esta nota vai ganhar muito dinheiro em nome de Cosme e Damião e dará Boa Sorte escreva em 5 notas" (sic, Santa Cruz de Minas, 25/09/1999).

05- "Quem pegar esta Nota tera seu dinheiro multiplicado em lovor a Cosme e Damião. Não quebre esta corrente escreva em 3 Notas." (sic, Santa Cruz de Minas, agosto/2002).

06- "Cosme e Damião ajuda quem pegar esta nota escreva 7 nota nao quebra correte." (sic, Santa Cruz de Minas, 11/05/2003).

07- "São Cosme e São Damião, não deixa faltar dinheiro a quem nesta nota pegar não quebre a corrente. Escreva em 7 notas." (sic, Santa Cruz de Minas, 10/08/2004)

08- "São Judas Tadeu faça quem pegar nesta nota não fique sem dinheiro faça 7 copias." (sic, Santa Cruz de Minas, 18/01/2001)

09- "Santa Rita de Cassia para quem pegar esta nota não lhe faltara Dinheiro. Escreva em 3 notas." (sic, Santa Cruz de Minas, 29/10/2000)

10- "Escreva isso em 7 notas e terá sorte... para quem receber ASS: Rafael." (sic, Santa Cruz de Minas, 04/07/2001) 


Manuscrito à caneta esferográfica, em nota de dois reais. Letra de forma em maiúsculas, com o seguinte texto: "vai notinha de 2 reais e volte com 2 milhões para trás sex.28 de junho". São João del-Rei, recebida em 2025 (no entanto, a sexta-feira 28 de junho corresponde ao ano de 2024).


Referências 

PELLEGRINI FILHO, Américo.  Comunicação popular escrita. São Paulo: Edusp, 2009. 696p.il + CD

WEITZEL, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico. Juiz de Fora: Esdeva Emp. Gráfica, 1984. 231p. 

Créditos

- Texto e fotografias: Ulisses Passarelli.

Notas 

- Leia também: CORRENTES 
- Revisão e acréscimo de fotografia: 11/11/2025; acréscimo de referência: 02/09/2026.  

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dez imagens da folk-comunicação - parte 1

A comunicação popular escrita é um caminho muito usual e geralmente anônimo das pessoas se expressarem e transmitirem recados, mensagens, críticas, informações, por vezes de forma velada. Em outras ocasiões, tais comunicações são bastante objetivas. Foge ao padrão da imprensa formal.

Esta transmissão de informações é sabidamente cosmopolita e estudiosos tem se ocupado em classificá-las e analisá-las. Alguns exemplos já foram levantados neste blog e ora a dezena de retratos seguintes exemplifica uma pequena parcela do arraigado costume na região estudada.

Engloba diversas manifestações tais como grafitos em banheiros públicos, impressos de orações pagos para publicação em jornais impressos, orações-correntes, testamentos de judas, pasquins, frases de para-choque de caminhão, etc.

Esta pequena postagem não cairá na tentação de discutir a legalidade de certos caminhos desta comunicação popular. As fotos apenas as apresentam, ficando as discussões e comentários reservados a uma outra oportunidade em preparação.

O objetivo ora se restringe a chamar a atenção para estes elementos culturais, que em si são para o povo importantes mecanismos midiáticos. São informais e vem carregados com uma significação simbólica e uma forma insólita, que, contudo, consegue atingir eficazmente seu público alvo, merecendo dos pesquisadores atenção e ampliação dos registros e estudos. 

1- "Tentamos levar a pedra mas não conseguimos"
Pichação gaiata numa enorme rocha no Bosque da Mãe d'Água, Serra de São José, Tiradentes/MG.
Crítica à legislação protecionista da área, que proíbe coleta de animais, vegetais ou minerais. 01/12/2009.


2- "O povo cala o muro fala!"
Mensagem pichada no muro da estação ferroviária de São João del-Rei/MG.
Rua Quintino Bocaiúva, Centro, 20/06/2013.   
  
3- "Aguardando chuva".
Automóvel empoeirado estacionado na Av. Tiradentes, São João del-Rei. 02/05/2013.

4- "Os Coletores de Lixo desta rua desejam-lhe um Feliz Natal e próspero Ano Novo, junto a sua família, e pedem um 'Papai-Noel'. Que Deus o recompense. São João del-Rei, dezembro de 1962."
Pedido de ajuda dos funcionários de limpeza pública distribuídos aos moradores. Papel-cartão, 6 x 9,5cm.

5- Desenho raspado na pintura de uma placa de sinalização de trânsito (depressão na pista), representando um skatista.
Avenida Tiradentes esquina com Rua Aureliano Mourão, São João del-Rei. 06/09/2013.
 
6- Programa da Festa de Nossa Senhora do Rosário em São Gonçalo do Amarante (ex-Caburu), 1992,
distrito de São João del-Rei, constando eventos ligados ao reinado e ao folguedo do congo.
Na base do impresso, quadrículas reservadas a propagandas de patrocinadores. 

Afixação nas paredes das casas comerciais em geral. Papel-jornal, 21,5 x 31,5cm. 

7- Manuscrito à caneta esferográfica em folha pautada de caderno, contendo no estilo corrente, a novena
à "Bondosa Alma de Bento do Portão", de autoria anônima, coletada em 12/04/2009 no Cemitério Municipal
de São João del-Rei, popularmente chamado "Quicumbi". 

 Transcrição e comentários disponíveis através do link no fim desta postagem. 

8- Convite para paraninfo da festa do padroeiro.
Capela de São Geraldo Magela, São João del-Rei, 1975.
Impresso 21 x 15,5cm. 

9- Esboço de face evocando a suposta fisionomia difundida de Cristo.
Grafito a carvão em um muro de placa de cimento de lote em construção.
Praça Dom Silvério, Bairro das Fábricas, São João del-Rei, 01/11/2013.

10- Cartão de Natal dos coletores de lixo que andam nos caminhões de rua em rua fazendo limpeza pública.
Distribuído em envelopes, que habitualmente se lhes devolve nos dias seguintes com uma oferta voluntária.
São João del-Rei, 2013. Impresso em papel reciclável, 10,5 x 14,7cm.
 


Créditos

- Texto e fotografias: Ulisses Passarelli.

Notas 

- Revisão: 25/05/2025. 
- Para saber mais leia: CORRENTES