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Bem vindo!Esta página foi criada para retransmitir as muitas informações que ao longo de anos de pesquisas coletei nesta Mesorregião Campo da Vertentes, do centro-sul mineiro, sobretudo na Microrregião de São João del-Rei, minha terra natal, um polo cultural. A cultura popular será o guia deste blog, que não tem finalidades político-partidárias nem lucrativas, tampouco acadêmicas. Eventualmente temas da história, ecologia e ferrovias serão abordados. Espero que seu conteúdo possa ser útil como documentário das tradições a quantos queiram beber desta fonte e sirva de homenagem e reconhecimento aos nossos mestres do saber, que com grande esforço conservam seus grupos folclóricos, parte significativa de nosso patrimônio imaterial. No rodapé da página inseri link's muito importantes cuja leitura recomendo como essencial: a SALVAGUARDA DO FOLCLORE (da Unesco) e a CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO (da Comissão Nacional de Folclore). Este dois documentos são relevantes orientadores da folclorística. O material de textos, fotos e áudio-visuais que compõe este blog pertencem ao meu acervo, salvo indicação contrária. Ao utilizá-lo para pesquisas, favor respeitar as fontes autorais.


ULISSES PASSARELLI




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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Vilão, um congado de corte

(agradecimentos especiais ao Imperador do Divino José Cláudio Henriques, pelas fotos do grupo de Carmo da Mata gentilmente cedidas para esta postagem)


Sob o nome de vilão é conhecida em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina uma dança folclórica outrora difundida, com movimentação circular e em filas, acompanhada por viola e eventualmente outros instrumentos. O violeiro comanda a movimentação (Giffoni, 1964). Existem algumas variantes coreográficas chamadas vilão de agulha, vilão de mala, vilão de mochila, vilão de bengala, vilão de lenço (ou de fita), vilão de faca, vilão de pau (ou de vara) _ nomes motivados pelos implementos adotados nas coreografias. É de provável origem ibérica, com registros em Portugal desde o século XV, segundo Cascudo [s.d], que a diz também conhecida na Ilha da Madeira ("bailinho dos vilões"). Seria talvez uma dança rural, dança dos camponeses de uma vila (vilões).

Em Minas Gerais uma das formas de vilão se adaptou ao ciclo festivo do rosário, convertida em folguedo de fundo religioso. É este vilão que é tratado na presente postagem. É um dos tipos básicos do congado em Minas Gerais, que dentre tantas modalidades se destaca pelo seu ritmo acelerado e uma dança agitada, enérgica que em geral usa acessórios tais como manguaras, que são varas longas e enfeitadas de fitas multicores e em alguns grupos imitações de facões feitos em madeira. 

Desta forma, os dançantes, sob o comando do capitão, se dispõe em dupla fila e dançam percutindo as manguaras ("vilão de vara" ou "de pau") e mais raramente os facões ("vilão de faca"), como num simulacro guerreiro. Por vezes, ao dançar, os "vilãozeiros" (congadeiro dançador de vilão) percutem o facão na manguara, acompanhando o tempo forte da música e produzindo assim um efeito idiofônico. São várias coreografias ensaiadas, que põe à prova a habilidade do vilãozeiro e a sua resistência física. Alguns grupos apresentam um número à parte, a dança das fitas, trançando ao redor de um pequeno poste de madeira, fitas coloridas em movimentação vivaz e cadenciada. A título de exemplo, o grupo de Carmo da Mata, presente na Festa do Divino de São João del-Rei em 2002 e 2003, despediu-se apresentando o pau de fitas, encimado por um pequeno oratório contendo a imagem de Santa Efigênia, a mesma santa de sua bandeira. 

A formatação das guardas de vilão no geral é a seguinte: duas filas de dançantes, sem instrumentos, só com as varas e facões; instrumentistas, na retaguarda e algumas vezes na dianteira, tocando em geral sanfona, pandeiro e caixa; bandeireiro, adiante de todos como abre-alas; capitão, no comando do grupo em posição relativamente livre. Alguns grupos não tem canto, só toque instrumental; mas outros, são como os demais congados, com canto solista pelo capitão e resposta coral pelos demais dançantes. 

Compete ao vilão fazer a guarda simbólica de todos os outros congados de uma festa, como se fosse um batalhão de infantaria. Por isto, via de regra, na montagem dos cortejos, vem à frente de todos, abrindo caminho com sua percussão cadenciada de varas, cortando os males em cruzamentos das manguaras como se fossem tesouras. Daí os congadeiros dizerem que o vilão é uma "guarda de corte" (pronúncia aberta, "córte"). Outras guardas podem até vir na frente, mas apenas quando não tem nenhum vilão naquela festa.

É muito pitoresco ver a cena do vilão no seu papel protetivo do cortejo. Na dianteira, em marcha, puxando todos os outros congados que não são vilões (marujos, catupés, congos, caboclos, moçambiques...), a um dado sinal do capitão, as duas filas saem por fora do cortejo, uma em cada lateral e correm em sentido contrário, sempre por fora, como se estivessem na contramão, e vão até o último moçambique que fecha o cortejo, cruzam as filas por trás do reinado, mudando cada fila de lado e retornam para a dianteira, ainda correndo por fora, até se recomporem na posição original de abre-alas. 

Por vezes, nesse retorno à frente do cortejo, retiram o chapéu e o equilibram na ponta da vara e a erguem e vem vibrando ou girando em sua corrida, dando um efeito visual único. 

Cumpre notar que esta movimentação curiosa é exclusiva dos vilões, e que não se vê toda hora. A bandeira e os instrumentistas permanecem na dianteira, sem acompanhar os portadores das varas. É nesse movimento coreográfico que acreditam estar o mistério de sua ação protetiva à coletividade das irmandades congadeiras. 

É de se frisar mais uma vez que este movimento e o papel em si é uma prerrogativa do vilão. Se outra guarda o fizer gera um ciclo de demandas na festa, fomentando o desequilíbrio entre os congados, com cantorias de pontos, desafios entre grupos, provocações, por se considerar um abuso.

Existe também uma visão congadeira mítica: em alguns locais acreditam que o vilão representa os pretos que traíam os escravizados, delatando esconderijos nos quilombos e os planos de fuga das senzalas, fosse por rixa étnica ou por busca de recompensas. Em alguns grupos os vilãozeiros adaptam ao chapéu uma espécie de franja na parte da frente, com fitas e penduricalhos sobre os olhos, tampando-os parcialmente, que nesse contexto mítico seria para disfarçar sua fisionomia de traidor. Mas ao mesmo tempo, tendo eles se arrependido, foram perdoados e incorporados na Irmandade do Rosário. Sua penitência, digamos assim é guardar os demais dançantes.

Martins (1988) afirmou ser o vilão "o caçula, o mais novo dos sete irmãos da alegre família congadeira", dizendo-o em pleno crescimento. 

Na assaz conhecida lenda da aparição de Nossa Senhora do Rosário, da qual existem muitas versões, os brancos ao buscarem a santa com banda de música para levar à igreja ela sempre sumia no dia seguinte reaparecendo no local de origem (uma serra, uma mata, uma cachoeira, uma loca de pedra ou gruta, o mar... conforme a versão). Ela só veio para a igreja e aceitou permanecer quando os pretos a buscaram com o congado. Assim mesmo, cada grupo que passava ela manifestava de uma forma, ora balanceando ora sorrindo, mas não saía no andor. Quando o vilão passou ela "aluiu", ou seja, arredou, moveu um pouco, fez sinal de movimentar-se, ensaiou uma saída. Só quando passou o moçambique é que de fato ela acompanhou o cortejo e permaneceu na igreja [1]. 

Quanto à distribuição geográfica a principal área de ocorrência no estado é na Mesorregião Oeste de Minas: Divinópolis, Oliveira, Perdões, Santo Antônio do Amparo, Bom Sucesso, Itapecerica, Carmo da Mata, Santo Antônio do Monte, Itaúna, Dores do Indaiá, Lamounier, Camacho, Formiga, Bom Despacho, Abaeté, Santana do Jacaré, Passa Tempo (grupo desativado), etc. 

A contiguidade cultural dos municípios vizinhos da Mesorregião Campo das Vertentes favoreceu algumas ocorrências, no entanto, já são grupos desativados: São Tiago, Ibituruna e Lavras, talvez seu limite geográfico rumo leste. 

de onde se estende rumo à área limítrofe com o Campo das Vertentes. É plausível que migrantes de Minas Gerais tenham introduzido o vilão-congado em Goiás, passando a se incorporar aos festejos que já tinham seus congos e moçambiques. Em Santa Catarina, na cidade de São Francisco do Sul existe também um vilão, formado por jovens que dançam percutindo varas, mas não guardam vínculo com os festejos do Rosário, se apresentando em diversas ocasiões, como uma herança tradicional açoriana. 

Em outras partes do Brasil o vilão é uma dança propriamente dita e não um folguedo. Como manifestação avulsa, independente do Ciclo do Rosário, acontece por exemplo no contexto dos fandangos caiçaras (Azevedo, 1978).

O vilão representa sempre uma nota de grande alegria na Festa do Rosário e na do Divino, com sua música vivaz, seu colorido intenso e a dança agitada e atraente, que felizmente envolve e cativa os jovens. 

Vilão de Lavras/MG: marcha de rua. 
Foto: Ulisses Passarelli, 26/09/2004.
Participação na 
 Festa do Rosário da cidade de Lavras. 
 
Vilão, Carmo da Mata/MG: coreografia com facões de madeira, no adro do santuário.
Foto: José Cláudio Henriques, 19/05/2002.
 Participação na Festa do Divino no Bairro Matosinhos, em São João del-Rei/MG. 


Vilão, Carmo da Mata/MG: veneração da imagem do Divino no andor. 
Foto: José Cláudio Henriques, 19/05/2002.
 Participação na Festa do Divino no Bairro Matosinhos, em São João del-Rei/MG


Vilão, Guarita (Santo Antônio do Amparo/MG): marcha de rua.
Foto: Iago C.S. Passarelli, 
30/06/2013.  
Participação na Festa do Rosário da cidade de Ibituruna/MG. 
.
Vilão, Bom Sucesso/MG: marcha de rua.
Foto: Ulisses Passarelli, 04/06/2006. 
Participação na Festa do Divino em São João del-Rei/MG. 

Vilão, Perdões/MG: coreografia no adro do santuário. 
Foto: Iago C.S. Passarelli, 19/05/2013. 
Participação na Festa do Divino em São João del-Rei. 

 
Vilão, Fagundes (Santo Antônio do Amparo/MG). 
Foto: Ulisses Passarelli, 18/08/2024.  
Participação na Festa de N.S. do Rosário do Bairro São Vicente, Lavras/MG.

Vilão, Cláudio/MG. 
Foto: Ulisses Passarelli, 03/11/2024.  
Participação na Festa de N.S. do Rosário da cidade de Resende Costa/MG.


Referências Bibliográficas

AZEVEDO, F. Corrêa de. Fandango do Paraná. Rio de Janeiro: MEC/FUNARTE/INF, 1978. 50p. Cadernos de Folclore, n.23. 

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, [s.d]. 930p.il. Verbete: Vilão. 

GIFFONI, M.A. Corrêa. Danças folclóricas brasileiras: suas aplicações educativas. 2.ed. São Paulo: Melhoramentos,1964. 361p.

MARTINS, Saul. Congado: família de sete irmãos. Belo Horizonte: SESC, 1988. 


Créditos 

- Texto: Ulisses Passarelli.
- Fotografias: conforme legendas. 

Notas 

[1] Ver a este respeito a seguinte postagem neste blog: COMO SURGIU O CONGADO PARA O CONGADEIRO. 

-  Sugestões de links externos: 
DANÇA DO VILÃO, Comunidade de Macuco (Minas Novas/MG): https://www.youtube.com/watch?v=ogEe2c5o00Y 
DANÇA DAS MANGUARAS, Natividade dos Ferreiras (Entre Rios de Minas/MG): https://www.youtube.com/watch?v=54JoHH-WDU8 
DANÇA DO VILÃO, São Francisco do Sul/SC: https://www.youtube.com/watch?v=A1vOivgeKqQ 

- Revisão e acréscimo de fotografias: 06/11/2024.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Aldeia Africana

Ofereço a José Cláudio Henriques, incansável estudioso da história de Matosinhos
Agradeço a Arthur Cláudio da Costa Moreira, pelo apoio à pesquisa



Setenta e sete anos atrás um novo bloco desfilava em São João del-Rei, sob o enfático nome de "Aldeia Africana". Foi criado pelo folião de momo "Zé da Igrejinha", em Matosinhos e lamentavelmente a história não lhe registrou detalhes para a posteridade, tão pouco o próprio nome de batismo de nosso protagonista.

Seja como for, o Zé da Igrejinha já era um carnavalesco conhecido e antes tinha o Bloco do Tatu, de que este blog já se ocupou, e que se pode ver em foto abaixo, datada de 1937(*), na qual ele aparece bem ao centro, sentado, tocando sanfona.

Bloco do Tatu em 1937, na Vila Santa Teresinha. 

No ano de 1938, Zé da Igrejinha fundou uma nova agremiação carnavalesca que buscava valorizar valores da negritude no carnaval da cidade. Até o momento não veio a lume fotografia de época desse bloco ou maiores detalhes descritivos para avaliar o que de fato trouxe às ruas. Mas a modesta notícia jornalística abaixo, publicada nesta cidade, pode trazer algumas pistas:


Aldeia Africana. É mais um rancho que se filia á galeria dos novos. Surgiu bem disposto na arena dos peleadores, trazido pelas mãos desse esforçado folião, o Zé da Igrejinha.
Ao aprecial-o é mister levar em conta o esforço de seu creador, que vencendo obices de toda sorte, veio do antigo 'Capão da Traição'  para mostrar que mesmo lá é sempre fiel aos seus impulsos carnavalescos, fazendo por isso questão de apresentar a sua parceirada em forma, empunhando cantaros e lanças precedidos de uma porta bandeira do barulho e escoltada por um chôro daquelle geito. Agradou.

Notícia jornalística d'Aldeia Africana.

O jornalista previne o leitor para considerar as dificuldades enfrentadas para por o grupo à rua, mas diz que o desfile agradou. Na notícia, Matosinhos surge entre aspas com a alcunha de "antigo Capão da Traição", fruto da ideia equivocada mas então em voga, que o mais sangrento episódio da Guerra dos Emboabas, conhecido sob este nome, teria acontecido nesse bairro. 

A porta-bandeira era "do barulho" e um coro de vozes fazia acompanhamento, sob a forma de "um choro daquele jeito". Está aqui insinuada a musicalidade e a ginga que herdamos do africano, que tanto engrandece a cultura nacional. 

A citação específica à presença de cântaros e lanças evoca de imediato valores africanos. Os cântaros ou potes cerâmicos, são muito usados no cerimonial dos terreiros de religião de matriz africana, as quartinhas, quartilhões e porrões, contendo água perfumada com ervas votivas próprias de cada orixá, concentrando o axé; jarras cheias desse preparo perfumoso com que se lavam as escadarias de algumas igrejas, a mais clássica de todas, a do Bonfim na capital baiana. No passado houve mesmo, em Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e donde se trouxe também ao Rio de Janeiro, um préstito de mulheres africanas e afro-descendentes chamadas originalmente "talheiras", porque traziam à cabeça no ato do desfile, talhas ou potes de barro, com seus líquidos preparados. As talhas ao longo dos anos foram abandonadas. Logo o nome foi corrompido para "taieiras" e tiveram sua importância como matriz das agremiações do final do século XIX (**).

Quanto às lanças parece que Zé da Igrejinha quisesse simbolizar alegoricamente elementos tribais e não é possível resistir à tentação muito forte de rememorar o desfile carioca (embora os houvesse também em Salvador, donde possivelmente procedem) dos cucumbis ou quicumbis, espécie de congados, digamos assim por questão didática de mera assimilação. Eram grupos formados por negros que também difundiam valores culturais africanos no carnaval oitocentista e entre seus vários grupos no Rio de Janeiro à época da abolição, havia um cujo nome de batismo era "Lanceiros Cucumbis". Em São João del-Rei a terminologia não é desconhecida, tanto que no Bairro das Fábricas no final do século XIX havia a Chácara do Quicumbi, entrecortada por um diminuto córrego homônimo, hoje quase sem água e perdido no escuro das galerias urbanas. Esta chácara foi desapropriada para dar lugar ao Cemitério Municipal, ainda hoje conhecido popularmente por "Cemitério do Quicumbi". 

É mera cogitação, leviana até, mas tentadora, ou provocadora de novas pesquisas: o que foi realmente essa Aldeia Africana? Um bloco ou rancho que figurasse na medida das possibilidades uma reprodução dos quicumbis e talheiras cariocas que acaso o Zé da Igrejinha tivesse conhecido? Ou nada disso, apenas coincidência de alegorias... Seja como for ele teve a coragem de naquela época afirmar publicamente seus valores étnico-culturais, deixando consignado que o carnaval é cultura herdada também do preto, que muito contribuiu para o momo. É bastante arrojada sua iniciativa numa época que se buscava o luxo dos desfiles e o que se tentava era imitar o carnaval carioca através de seus famosos clubes e cordões e buscar inspirações no glamouroso carnaval europeu.

Está claro que o elemento cultural evocador do africano estava vivo no carnaval daquela época. A mesma fonte jornalística nos diz que no mesmo ano saiu também às ruas da cidade o Bloco Esperança do Amor, do qual disse expressamente: 

É outro iniciante que vem de alcançar satisfactorio successo. Pequeno, porem bem ensaiado, com jogos e evoluções interessantes, fazendo recordar o vilão, dança de origem africana, como a cuíca, usada pelos congadeiros, e agora trazida para o carnaval. Mereceu palmas, que o povo não lhe regateou.

Pelas curtas notas acima fica consignada a homenagem à negritude, que seja nesta terra seja em muitas outras, o preto deixou e deixa seu imenso legado cultural para contribuir amplamente com a construção da identidade brasileira. 

Referência Hemerográfica

O Correio, n.595, 06/03/1938, São João del-Rei


Referência na Web

BRASIL, Eric. Cucumbis Carnavalescos: Áfricas, carnaval e abolição (Rio de Janeiro, década de 1880). In: Afro-Asia, n.49, 2014. p.273-312. Disponível em: https://www.scielo.br/j/afro/a/hTh6KVcYpRn4qKrzZ9w5Qgd/?format=pdf&lang=pt 

Notas 
* Fotografia cedida gentilmente para reprodução pelo sr. Luís Pereira dos Santos, cujo pai e avô  participaram do grupo. Autor não identificado. 
** Um dos últimos ou talvez o último grupo remanescente de taieira resiste em Laranjeiras/SE, agregado à Festa de São Benedito e Santos Reis, a 6 de janeiro. 

Créditos

Texto e fotomontagem da nota de jornal: Ulisses Passarelli.
Revisão: 28/03/2025.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vilão da cidade de Perdões

Na fotografia e vídeo apresentados nesta postagem está em destaque o terno de vilão do município de Perdões, Mesorregião Oeste de Minas, Microrregião de Campo Belo, durante participação na Festa do Divino Espírito Santo de 2013, no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em São João del-Rei. Os terno de vilões são típicos da zona oeste do Estado.
 


Créditos

- Legendas: Ulisses Passarelli. 
- Foto e vídeo: Iago C.S. Passarelli, 19/05/2013. 

Notas

- Para saber mais sobre este tipo de congado ver a postagem: VILÃO, UM CONGADO DE CORTE  
- Revisão: 19/06/2025.